A associação Força Emergente, constituída assistente no caso Freeport, vai pedir hoje o afastamento da procuradora Cândida Almeida deste processo judicial, disse à Lusa Carlos Luís, um dos fundadores do movimento.
O pedido de afastamento será entregue hoje de manhã no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), avançou Carlos Luís, da associação cívica com fins políticos, constituída por empresários, gestores, consultores internacionais, advogados, professores, psicólogos, historiadores, médicos e enfermeiros.
“Estando nós constituídos assistentes no processo Freeport, não gostamos da forma como se está a processar o seu desenvolvimento”, justificou o responsável, considerando que Cândida Almeida “não consegue ter independência para estar à frente de um processo em que o próprio primeiro-ministro é visado”.
Carlos Luís sublinhou ainda que as “denúncias constantes do responsável do sindicato dos magistrados relativamente às pressões do poder político sobre o poder judicial são evidentes” e realçou que o movimento “não gosta da proximidade existente entre a procuradora Cândida Almeida e várias figuras destacadas do PS”.
“Perdemos a confiança na senhora procuradora e vamos entregar o pedido de afastamento para manifestar o nosso desagrado com o desenvolvimento do processo”, reiterou.
Para o movimento, “o funcionamento da justiça em Portugal é uma mistificação autêntica”. “O poder político domina o poder judicial e a sua capacidade de intervir nos processos judiciais”, frisou Carlos Luís.
O processo relativo ao Freeport de Alcochete envolve alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento daquele centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.
A investigação no âmbito do Caso Freeport decorre no DCIAP, chefiado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.




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