Uma equipa de investigadores americanos descobriu que o Rapamycin, um medicamento também conhecido por Sirolimus usado em tratamentos pós-transplante, para prevenir a rejeição do novo órgão, tem os efeitos reais de uma fonte da juventude em ratinhos. Segundo um estudo publicado hoje no site da "Nature", a esperança média de vida do rato, que em regra vive dois a três anos, aumenta 14% mesmo quando só começa a tomar o medicamento a meio da vida.
Até aqui, os investigadores só tinham conseguido retardar o envelhecimento em vermes e moscas, o que faz dos 2000 ratinhos envolvidos na experiência os primeiros mamíferos a experimentar o milagre da vida prolongada.
Dificuldades em formular o tipo de alimentação adequado à experiência fez com que os trabalhos só começassem quando os ratinhos tinham 20 meses de vida, o equivalente aos 60 anos nos humanos. Os resultados mostraram que em alguns casos, os machos viram a sua vida prolongada em 28% e as fêmeas em 38%.
Apesar do sucesso da investigação, que partiu do conhecimento de que o medicamento actuava sobre uma via celular responsável pelos efeitos de dietas com baixas calorias no envelhecimento, David Harrison, investigador num nos laboratórios envolvidos, sublinha que ainda é cedo para pensar em aplicações em humanos. "Eu não faria isto comigo nem encorajo ninguém a fazê-lo neste momento".
Perceber o efeito exacto do medicamento e em que dose deve ser administrado são algumas das incógnitas. A dosagem normal do Rapamycin fica entre 2 a 5 miligramas por dia, valor muito inferior à quantidade dada aos ratinhos - 2,24 miligramas por quilo, todos os dias. O facto de do medicamento tornar o sistema imunitário mais vulnerável é outro aspecto a ter em conta.




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