A Casa Agrícola de Compostela lançou recentemente no mercado três vinhos brancos que vão muito bem com este Verão tardio que teima em não nos largar. São eles o Casa de Compostela Trajadura, um Vinho Verde e dois Regional do Minho, o Casa de Compostela Alvarinho e o Casa de Compostela Escolha, que não se podem chamar de vinho verde, o primeiro porque utiliza uma casta estrangeira não autorizada na Região dos Vinhos Verdes e o segundo porque é produzido fora da sub-Região Alvarinho (concelhos de Melgaço e Monção).
A empresa Casa Agrícola de Compostela foi criada nos idos de 1960 e tem sede em Famalicão. Em 2007 remodelou profundamente os cerca de 40 hectares de vinha que possui, alterando o sistema de plantação de videiras e a sua condução, até à utilização de castas pouco usuais nesta zona de Portugal como é o caso do sauvignon blanc.
Para além da gama Casa de Compostela, possui também as gamas Vinha do Alto, Espigueiro e Quinta de Crespos, alguns destes vinhos feitos com uvas compradas a lavradores locais.
A produção total anual ronda os 300 mil litros e as adegas estão equipadas com moderna tecnologia, realizando-se a vinificação por castas separadas, fazendo-se o blend quando o vinho está já completamente descansado. Horácio Figueiredo é o enólogo responsável por estes vinhos e o seu trabalho nem sempre é facilitado, porque as condições de maturação por vezes correm ao contrário do esperado. Foi o que aconteceu com o sauvignon blanc que, de repente, amadureceu mais do que era previsível e teve de levar um toque de trajadura (o arinto de outras zonas do país), para lhe dar a acidez desejada. Escolhemos dar destaque aos Regional do Minho. Quanto ao Trajadura é um vinho leve, fresquinho e despretensioso. Um vinho de piscina. Mas pelo preço (2,60€) não se pode pedir mais.



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