A fiscalidade obriga os construtores e baixarem as emissões dos seus motores. Foi isso que a Toyota fez, sem perder brilho
Não se pode dizer que a Toyota tenha lançado uma nova geração dos seus modelos pick-up Toyota Hilux e Avensis nas variantes de berlina e carrinha.
Fez umas alterações no chassis da Hilux de duas rodas motrizes e deu uns retoques estéticos em todas as versões.
No Avensis a receita foi semelhante. Houve um refrescamento no visual e aumentou-se o equipamento.
Comecemos pela Hilux, um ícone da marca japonesa, que já completou 45 anos de vida e de que já se venderam mais de 13 milhões de unidades. Nesta sua sexta geração estará disponível em 36 países europeus e em mais de 135 mercados em todo o mundo.
No exterior pode ver-se que o desenho da dianteira é algo diferente, mais redondo, assemelhando-se mais a um SUV de lazer que a uma viatura de trabalho. Os espelhos retrovisores passam a incluir os piscas nos níveis de equipamento superiores. Na traseira, a nova combinação dos grupos ópticos e da colocação mais elevada da terceira luz de stop melhoram a visibilidade e segurança.
A gama é bastante polivalente e cobre utilizações profissionais e de lazer. As versões profissionais encontram-se disponíveis com três carroçarias, cabina simples, extra ou dupla e com o bloco 2.5 D-4D. Ao nível da transmissão apenas se encontra disponível a caixa manual de cinco velocidades; contudo, os clientes podem optar por dois tipos de tracção, a 4x2 (novidade) e a 4x4.
As versões de lazer estão disponíveis com as cabinas extra (Trial) ou dupla (Tracker) e com as duas motorizações, a 2.5 D-4D e 3.0 D-4D. Na vertente mais potente, os clientes podem ainda optar pela caixa de velocidades de cinco relações. Além destes itens, estas versões possuem vários pormenores de estilo e a nível de equipamento, e como novidade o sistema multimédia Toyota Touch.
Este sistema, desenvolvido de raiz pela Toyota, interage com o utilizador através de um ecrã de 6,1 polegadas, policromático e sensível ao toque, que permite desempenhar as funções básicas de rádio e leitor de CD/MP3 assim como conectividade com vários dispositivos externos, como o telemóvel, através de tecnologia Bluetooth ou leitores de música portátil através da porta USB, entre outros. A câmara traseira também faz parte do sistema.
Através da introdução de um turbo de geometria variável conseguiu-se um aumento de potência de 24 cv na versão de 2.5 D-4D 2WD que rende agora 144 cv às 3,600 rpm e 343 Nm de binário às 2,000 rpm, igualando a potência das variantes de quatro rodas motrizes deste mesmo motor, tudo isto com a redução de 1,0 l/100 km para 7,3 l/100 km e também das emissões de CO2 que passam de 219 para 193 g/km.
O motor 3,0 D-4D que desenvolve 171 cv está disponível apenas nas versão 4x4 também foi melhorado, tendo agora um consumo médio de apenas 7,6 l/100 km ou emissões CO2 de 199 g/km, segundo dados do fabricante.
Os preços iniciam-se nos 19 200 euros para a versão 4x2 cabine simples (23 900 para a cabine dupla) e vão até aos 27 960 da Tracker (versão de lazer mais equipada). Na 4X4, a versão mais barata de trabalho custa 23 700 e a versão de lazer oscila entre os 36 600 e os 46 200, este último preço para a motorização 3,0 com o equipamento topo de gama.
Avensis mais poupado Além de alterações estéticas e melhorias na qualidade dos acabamentos, no conforto e na redução de ruído e das vibrações, também a dinâmica de condução foi melhorada e o equipamento revisto. O bloco turbo diesel 2,0 D-4D, o mais vendido, foi revisto, apresentando agora um consumo melhorado em mais de meio litro aos 100 km e 119 g/km.
Os preços vão dos 29 800 euros do Confort aos 47 200 do Premium. A station custa mais entre 1000 e 2500 euros que a berlina para o mesmo nível de equipamento.



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