Habitação na zona de Lisboa
D.R.A loja Peixe do Mar inaugura hoje, com um serviço de entrega de peixe em sua casa
E se em vez de perder tempo nas filas das peixarias ou do mercado tivesse quem tratasse dessa compra e a entregasse comodamente em sua casa? Falamos de tempo. Numa sociedade que se quer rápida, que obriga a uma corrida constante, não são poucos a desejar que o dia tivesse mais de 24 horas. Como comprar tempo ainda não é possível, os comerciantes investem cada vez mais em facilitar a vida dos clientes. A perspectiva não é, claro, altruísta, mas apenas mais uma fonte de rendimento. É a partir desta premissa que hoje abre a empresa Peixe do Mar.
Entre trabalho, miudagem, ginásio, animais, médico, casa para arrumar e mil afazeres, as compras online conquistam cada vez mais terreno. Poucas são as lojas de alimentação, de médias e grandes superfícies, que não têm um sítio na internet que permita a compra de produtos online mais tarde entregues em casa pela própria empresa. Mas se há alimentos que não merecem a desconfiança do consumidor internauta, outros há que, ou não se encontram à venda, ou são uma aposta de risco. É do último grupo que o peixe do mar faz parte.
Nuno Mendes, da empresa Talent Online Sales, agarrou nesta ponta solta para investir num novo negócio: entrega de peixe do mar, proveniente do Oceano Atlântico, arranjado e fresco, em casa.
Do Mar para Casa Não é a primeira empresa que aposta neste produto para entrega ao domicílio, mas é a que, nas palavras de Nuno Mendes, o faz com peixe pescado artesanalmente (nada de pesca industrial) e proveniente do oceano Atlântico: “É dos de melhor qualidade. Não vendemos peixe de aquacultura, ao contrário daquele que encontramos nas grandes superfícies”, diz. Depois de pescado, o peixe é arranjado na lota de Sesimbra: “Por quem tem experiência. Pode ser preparado em filetes, lombos, escalado ou para assar. Depende do pedido do cliente.”
As encomendas devem ser feitas no dia anterior à entrega. Na madrugada seguinte, os pescadores zarpam para o alto mar e pescam – consoante o stock existente, claro está – aquilo que é pedido pelos clientes. Chegam à lota e preparam-no de acordo com as encomendas feitas, arrumam-no em caixas isotérmicas e estanques, que impedem libertação de líquidos e cheiros e conservam-no até 24 horas, permitindo que a entrega também possa ser feita no local de trabalho. É por esta altura, cerca das 13h, que os estafetas entram na corrida. Metem-se nas carrinhas, seguem para a lota de Sesimbra e levantam o peixe para dar início às entregas (entre as 14h e as 22h), que numa primeira fase são à quarta, à sexta e ao sábado, nos concelhos de Lisboa, Amadora, Oeiras, Sintra, Cascais, Loures, Odivelas, Almada e Seixal.
É certo que é fácil ficar rendido a este serviço, mas as encomendas não são para todas as carteiras: “Acrescentamos 6€ pelo serviço ao domicílio.” Além disso, não é possível encomendar, por exemplo, três postas de salmão: “Vendemos o peixe inteiro, tentando arranjar a quantidade [em peso] que o cliente pede. Como isso depende sempre do que há no mar, pode variar e damos uma margem de 20% a mais ou a menos. Não podemos vender às postas, porque se outro cliente não comprar o restante o peixe estraga-se. Não é uma boa premissa.”
Nuno assume que o negócio é para uma classe de porta-moedas recheado, mas lembra que a partir de determinado valor em encomendas a entrega não é cobrada: “A ideia é que as famílias comprem peixe do mar, bom, e minuciosamente arranjado, ao mesmo preço que é vendido nas grandes superfícies, mas de aquacultura.” Outro dos objectivos de Nuno Mendes é que o peixe apareça à mesa dos portugueses pelo menos quatro vezes por semana: “Se as encomendas forem em maior quantidade, a entrega não é cobrada. A ideia é que comprem o peixe para a semana. Como é fresco, metade pode ser congelado e consumido diariamente.”



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