Foi este modelo que bateu o record de volta para carros com tracção à frente em Nürburgring. Em estrada, terá que ser mais contido
É um daqueles casos em que o nome não engana. Este Mégane é um coupé e os 265 do seu nome referem-se mesmo ao que está debaixo do capô: são 265 cavalos, num motor turbo, a gasolina, de 2000 de cilindrada. Potência mais que suficiente para ser este modelo o actual detentor do recorde da volta mais rápida, para carros com tracção à frente, no mítico circuito alemão de Nürburgring. O feito aconteceu o ano passado e este Mégane fez uma volta aos 22 quilómetros do Nordschleife em 8m8s, menos 9 segundos que o anterior recorde e apenas mais 4 segundos que um Porsche Cayman.
Fora de um circuito, só os limites de velocidade não permitem a este coupé andar da mesma forma. Desenvolvido pela divisão Renault Sport, este Mégane é um desportivo domado para andar na estrada.
O interior não é muito rico, mas aqui destacam-se as confortáveis bacquets Recaro, de couro, quase de competição e com um óptimo apoio lombar. O ambiente é espartano, com o luxo reservado para o condutor. É quem vai ao volante que retira o melhor deste carro.
O RS 265 Trophy não tem suspensões com sistemas complicados nem um motores com os já comuns modos de condução. Daí poder ser considerado um desportivo puro. Assim que carregar no botão de Start (já não há o rodar a chave), os 265 cavalos estão ao seu dispor num motor surpreendentemente elástico, com o binário máximo, de 360 Nm, disponível entre as 3 mil e as 5 mil rotações por minuto, lançando os 1387 quilos de peso a uma velocidade máxima de 254 quilómetros por hora, qualquer coisa como uma relação peso/potência de 5,09 quilos por cavalo no motor de 2 litros, turbinado com uma pressão de 2,5 bars e admissão de ar preparada para suportar o aumento das pressões e de temperaturas.
O resultado final desta máquina permite-lhe fazer os tradicionais o aos 100 km/h em apenas 6 segundos. Até aos mil metros, e com um arranque parado, no cronómetro passam apenas 25,4 segundos. Toda esta potência tem de vir de algum lado e, apesar de a marca garantir que o Trophy mantém os níveis de consumo nos 8,2 litros por cada 100 quilómetros percorridos, na prática não conseguimos baixar de uma média de 12 litros aos 100, e com uma condução que muitas vezes contrariou o espírito desportivo deste carro.
O chassis cup oferece uma estabilidade que poucos carros apresentam: é preciso a entrar nas curvas, a percorrê-las, mas nem por isso se torna mais bruto. A facilidade e a suavidade com que se pode conduzir, independentemente do estilo escolhido, é impressionante, mas o papel dos Bridgestone Potenza RE050A com que vem equipado é também importante.
Para destacar o Mégane 265 Trophy, a Renault apostou em pormenores específicos para este modelo: jantes pretas de 19 polegadas, com um fino friso vermelho, um logótipo exclusivo da versão Trophy nas portas e na grande grelha frontal e um enorme escape central atrás. Tal como nas versões Gordinni do Clio e do Twingo e na versão Mónaco Coupé do Laguna, este Mégane é uma edição limitada a 500 unidades, o que significa que cada unidade tem uma placa numerada.
O Mégane Trophy está disponível apenas em França, no Reino Unido, na Alemanha, na Bélgica, em Espanha e Itália, na Suíça, na Áustria, na Eslovénia e em Portugal, por um preço de 39 506 euros.



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