BMW Série 1
D.RO desafio era andar benzinho e gastar pouco. Não fomos completamente bem sucedidos, mas houve quem o soubesse fazer
Experimentámos recentemente quatro motorizações do BMW Série 1, dois gasolina (116 i e 118 i) e dois diesel (118d e 120d).
A qualidade de construção da marca alemã é já conhecida e reconhecida e esta série, a mais compacta, quer na versão de cinco quer na de três portas, é exemplar, não só nos materiais empregues, mas também no óptimo chassis e restantes órgãos mecânicos. O conjunto permite uma condução muito viva e segura em todas as condições.
Os motores BMW são também conhecidos pela eficiência e pelos consumos contidos, vindo rotulados de fábrica com cifras em que custa acreditar. Por exemplo, o 116 i vem rotulado com um consumo médio de 5,5 litros aos 100km e o 118 i com um consumo de 5,8 l/100km, o que parece impossível de cumprir, a menos que se vá a passo de caracol ou se peça ajuda a alguém que empurre o carro.
Pois bem, depois de termos conduzido estes carros em estrada, resolvemos aceitar o convite da BMW para participar numa Eco Race no autódromo do Estoril.
Em presença estavam oito equipas, cinco portuguesas e três espanholas, constituídas por jornalistas e bloguistas.
Cada equipa era constituída por quatro elementos (excepção feita a duas, que, por falta de comparência de inscritos, ficaram reduzida a três condutores – uma delas foi a que integrámos, mas já lá vamos).
O desafio era fazer três voltas com cada carro gastando o menos possível, mas não se podendo andar a passo de caracol.
Digamos, desde já, que a equipa vencedora, por acaso constituída por jornalistas espanhóis, conseguiu a proeza de fazer a média de 5,6 litros no conjunto dos quatro carros, rolando a uma média de 74,4 km/h.
Bom, mas eles são profissionais da coisa, tanto que até traziam a fórmula ideal para chegar à vitória, que incluía raízes cúbicas, algumas fracções e outras tantas incógnitas.
Pela nossa parte (éramos a equipa A), além de mim havia o José António Silva Pires e o António Xavier. Para começar, a soma da idade dos três artistas aproximava-se muito dos 180 anos e a experiência neste tipo de provas era nula. O resultado foi um honroso penúltimo lugar, mas devemos dizer que se o que contasse fosse a velocidade tínhamos ficado em segundo. Mas quem acelerou mais foi uma equipa inteiramente constituída por mulheres. Tal como nós, elas também não deviam conhecer a táctica vencedora e no acelerador é que estava o caminho.
Repare-se que na primeira corrida (com o 116i) a nossa média foi de 14 litros aos 100 km. Depois de termos percebido como é que aquilo se fazia reduzimos para menos de 8,5 litros/100 km o consumo com o 118 i.
Afinal qual era o segredo? Muito simples: não fazer acelerações bruscas, deixar o carro muito soltinho e não querer ultrapassar o primeiro que nos aparecia pela frente.
Quanto ao comportamento, o mais divertido de conduzir foi o 120d (quer em estrada quer em pista), fruto do bom binário, que permite recuperações notáveis e uma condução nada trabalhosa, já que a suspensão, o rigor da direcção e a capacidade de travagem é o que se sabe: brilhante.
Dir-me-ão que a condução em pista nada tem a ver com as condições que encontramos na estrada. Isso não é verdade, antes pelo contrário. As curvas no autódromo são bem complicadas, também há subidas e descidas e além do mais havia penalizações muito pesadas para quem tocasse com os pneus nos correctores, o que tornava tudo ainda mais difícil. Uma boa prestação do BMW Série 1, uma boa aposta para quem não precise de um carro executivo e não tenha mais de quatro adultos para transportar.



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