Vai estar à venda a partir de amanhã com muito equipamento e boas aptidões em estrada. Um carroque vai provocar o respeito da concorrência
A terceira geração do monovolume da Opel começa este fim-de-semana a ser vendida na rede de concessionários da marca em Portugal. Em comum com o modelo antigo, apenas a designação, já que as mudanças são evidentes: mais largo, a distância entre eixos subiu 57 milímetros e está mais comprido, chegando agora aos 4,6 metros de comprimento. Na frente, destaque para os novos faróis em forma de boomerang, na linha do que se tinha visto no eléctrico Ampera, e a grande superfície em vidro do novo pára-brisas panorâmico, que vai até aos encostos dos bancos dianteiros – mas atenção que para baixar as palas contra o encandeamento é necessário fechar o forro deslizante do tecto. As laterais ficam marcadas pelo vinco que a marca descreve como “em forma de barbatana de tubarão” e a traseira pelas linhas simples e agradáveis, com as luzes de tecnologia LED.
O Zafira Tourer é classe 1 nas auto-estradas (mesmo sem Via Verde), mas pretende situar-se uma gama acima do modelo anterior (de que se venderam cerca de 11 mil unidades no nosso país), apresentando-se maior, com mais espaço e potência nos motores disponíveis, que para já serão apenas o 1.4 Turbo a gasolina de 140 cv e o CDTI, diesel, portanto, de 165 cv. O interior é claramente Opel, já não tão espartano como acontecia há uns anos, mas um bocado confuso. O volante e o painel de instrumentos são originários do Insignia e houve a preocupação de dotar este monovolume compacto com muitos espaços de arrumação interior. Pois bem, diga-se em abono da verdade que alguns servem para pouco ou mesmo para nada.
O excesso de botões no tabliê torna a habituação e a facilidade de operar com eles uma tarefa complicada, mas isso é outra característica da Opel (e não só, diga-se).
Quanto a tecnologia, temo-la presente e em força. A instalação de um radar e de uma câmara permitem maravilhas, ainda que a maior parte sejam opcionais. Os sensores de estacionamento traseiro e dianteiro são de série, mas tudo o resto, e é muito, é a pagar. O sistema que controla o ângulo morto para mudanças de faixa, as câmara e os sensores quando em marcha atrás, o cruise control que se adapta à velocidade dos veículos da frente, o sistema de alerta de colisão, a travagem de emergência, a iluminação inteligente e ainda o actualizado Opel Eye, que alerta para os sinais de trânsito, são tudo extras que podem elevar o preço do carro mais de 6 mil euros.
CONDUÇÃO O comportamento é quase o de um coupé, porque o Zafira Tourer foi buscar o eixo dianteiro ao Insignia e o eixo traseiro, com o sistema de articulação Watt, ao Astra. Os centímetros a mais em altura e em comprimento e a maior superfície lateral tornam a condução mais desagradável em auto-estrada com vento lateral.
O sistema FlexRide permite três modos de condução: standard para a condução normal, tour para uma condução mais confortável e adaptada a maiores viagens e sport para quando se precisa de mais dinâmica. É um extra e custa 900 euros. O diesel 2.0 CDTi de 165 cv é uma boa surpresa, suave e bastante disponível em qualquer regime, a prometer consumos na ordem dos 5,2 l/100 km, com apenas 137 g/km de emissões, mas que não conseguimos realizar. Ficámo-nos pelos 6,9 em circuito misto.
A versatilidade do melhorado sistema Flex7 continua, permitindo optar por dois, cinco e sete lugares. A novidade é a existência de três lugares individuais na segunda fila, com a possibilidade de transformar este carro num quatro lugares, com o banco central da fila de trás a transformar-se em apoios de braço para os passageiros. O espaço disponível na mala pode ir de uns simples 152 litros, com sete lugares, aos 1860 litros. Como extra (700 euros) o FlexFix, que agora pode transportar até quatro bicicletas.



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