O citadino Renault Twingo vai surgir em meados de Janeiro com duas motorizações, o 1.2 16v a gasolina de 75 cv e o diesel 1.5 dCi de 85 cv
“Demos ao novo Twingo sensualidade e sedução, retornando ao espírito do Twingo e integrando a identidade da secção dianteira dos futuros modelos da marca.” Foi com estas palavras que Laurens Van Den Acker, o novo director de Design Renault, apresentou a sua primeira criação ao serviço da marca francesa.
Não se pode dizer que este Twingo seja verdadeiramente novo (isso só acontecerá com uma nova geração a ser lançada dentro de três anos, com uma nova plataforma que o nosso colega Vítor Mendes, da “Auto Foco”, escreve estar a ser projectada em conjunto com a Smart). Curioso é haver algumas mudanças que antecipam a nova frente da família Renault, mas ao mesmo tempo também ter sido feita uma aproximação ao visual da primeira geração (lançada em 1993), nomeadamente nos faróis redondos, que conjuntamente com a grande grelha frontal lhe dão um ar muito dinâmico. Os novos faróis de marcha atrás localizam-se agora na porta traseira e dão continuidade às linhas da secção dianteira. Com os pára-choques traseiros mais redondos e a parte inferior da porta estilizada, as linhas gerais tornam-se mais fluidas.
Claramente dirigido a uma clientela jovem, o Twingo surge com uma série de opções de vão decorar para o exterior que permitem uma personalização muito alegre. Também no interior essa aposta foi feita com estofos e materiais de revestimento contrastantes. O tecto de abrir em tela vai voltar, mas para já esta opção não será comercializada em Portugal.
As saídas de ar laterais são propostas com diferentes nuances (preto brilhante, azul majorelle, verde anis, cinzento trópico) com um toque de cromado.
Segundo os responsáveis da marca, em função dos mercados a escolha da gama superior dá acesso a universos bem distintos: um pouco mais masculinos ou desportivos com os acabamentos Dynamique e Gordini; mais femininos na configuração Privilège.
As versões Gordini, com as listas brancas a tornarem o seu design imediatamente reconhecível, o GT equipado com o motor 1.6 de 133, bem como 1.2 TC de 100 cv, apenas chegam em Março.
Os rádios diferem consoante o nível de equipamento, mas todos eles possuem Bluetooth e audio-streaming com conectividade USB. O modelo mais avançado pode transformar-se numa docking station para iPhone e iPod Touch da última geração. Este rádio permite a navegação GPS graças a uma aplicação de- senvolvida pela Renault. Através da comunicação por Bluetooth com o automóvel, este rádio é capaz de analisar, em tempo real, a ecocondução do utilizador. Ligado ao veículo através de um Smartphone, este rádio recupera e comunica informações, em tempo real, sobre o motor, nomeadamente o momento ideal para a passagem de caixa de velocidades, alerta para as acelerações excessivas, informa o condutor sobre a sua ecocondução e comunica o consumo instantâneo face ao consumo médio-padrão.
Por falar em ecocondução, refira-se que qualquer dos motores gasolina ou diesel viu as suas emissões reduzidas cerca de 25% face ao modelo de 2007.
A possibilidade de regular a posição dos bancos traseiros (são independentes e movem-se sobre calhas) proporciona uma bagageira com capacidade que oscila entre os 165 e os 285 litros na configuração de quatro passageiros. Com os bancos traseiros rebatidos a capacidade aumenta para os 959 litros.
A configuração única de carroçaria é de três portas, não estando prevista versão de cinco portas.
A condução é agradável, quer no gasolina, quer no diesel, e a economia é a palavra-chave, com o 1.5 dCi a gastar em percurso misto com alguma montanha cerca de 5 l/100 km, uma cifra apreciável.
Quanto a preços, o 1.2 a gasolina de 75 cv fica abaixo do limiar psicológico dos 10 mil euros. O diesel, abaixo dos 15 mil euros.



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