Tootsie
Na Antiguidade usavam-se máscaras para caracterizar as personagens. Já o cinema moderno conta com grandes prestações de actores e actrizes para encarnarem o sexo oposto – como “Albert Nobbs”, com Glenn Close, que estreia hoje. Para dramas que dão socos no estômago até comédias de pôr a barriga a doer de tanto rir
Quanto mais quente melhor (1959)
Primeiro há que honrar a diva: Marilyn Monroe deslumbra neste filme. Depois vem dose dupla de comédia com Jack Lemmon e Tony Curtis, que, para fugirem a um grupo de mafiosos, dão o corpo ao manifesto e encarnam Daphne e Junior, duas intérpretes de “Hot Jazz”, uma variante em que a banda é exclusivamente constituída por mulheres. É considerada uma das comédias mais importantes da história de Hollywood e arrecadou um Óscar para melhor guarda-roupa.
Quando ele era ela (1982)
Dustin Hoffman faz de Michael Dorsey, um actor com mau feitio que não consegue arranjar trabalho. A crise não era tão intensa na altura e bastou vestir-se de Dorothy Michaels para conseguir um ganha-pão numa novela. Depois há uma história de amor inserida num filme onde domina o humor, o diálogo de qualidade e a direcção de Sidney Pollack. Foi nomeado para 10 Óscares e ganhou o de melhor actriz secundária, pela prestação de Jessica Lange.
os rapazes não choram (1999)
É baseado na história real de Teena Brandon e conta a juventude da rapariga lésbica que, para fugir ao preconceito, assume a identidade de um rapaz. No intenso drama que valeu o Óscar de Melhor Actriz a Hilary Swank, Brandon é um popular galã que espalha charme pelas miúdas da cidade, até os amigos descobrirem o esquema e cair tudo como um castelo de cartas. Hilary Swank estava tão empenhada no papel que até os vizinhos pensaram que tinha um irmão lá por casa.
Transamérica (2005)
A uma semana de fazer a cirurgia de mudança de sexo, Bree Osborne, uma transexual interpretada por Felicity Huffman, descobre que engravidou há anos uma ex--namorada que entretanto pôs fim à vida em Nova Iorque. Bree descobre que o filho é um adolescente delinquente, tira-o da prisão e regressa a São Francisco enquanto ganha coragem para lhe dizer que é pai dele. Como não se antevia o sucesso que o filme independente viria a ter, a maior parte do vestuário foi até doada após as filmagens.
Papá para sempre (1993)
A caracterização diária de Robin Williams durava 4 horas, num filme em que o actor teve bastante liberdade para improvisar e que ganhou o Óscar de Melhor Caracterização. Na tramóia há um pai divorciado que não suporta as saudades que tem dos dois filhos e resolve encarnar uma velha ama. Claro está que vai trabalhar para a casa da ex-mulher e fazer de tudo não só para estar com os rebentos, mas também para transformar num inferno a vida do padrasto Pierce Brosnan.
Não estou aí (2007)
Bob Dylan disse uma vez que nenhum homem jamais fez nada sem que uma mulher o autorizasse e que eram elas a dominar o mundo. Cate Blanchett deve ter gostado da frase e encarnou com garra uma das facetas de Dylan, no complexo filme inspirado no cantor. Ganhou fama de ser versátil, para além de um Globo de Ouro para Melhor Actriz Secundária e de uma nomeação para o Óscar. Na altura das gravações confessou-se assustada, especialmente devido às expectativas do público.



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