Mini Cooper
D.R.Este Mini é só para verdadeiros apaixonados por coisas exclusivas e que não tenham de contar os tostões nem de ser lógicos na escolha
No meio século de existência do Mini, repartido entre a versão original inglesa (1959 -2000) e a sua segunda vida nas mãos da alemã BMW, muitas foram as versões lançadas no mercado, inclusivamente uma portuguesa, a pequena furgoneta Mini IMA, com o acrónimo a significar Indústria de Montagem de Automóveis, que tinha a fábrica em Vendas Novas e que era uma versão do Austin Mini Countryman (1961-1969).
Também para a comemoração dos 50 anos da marca inevitavelmente surgiram versões especiais, de que a Hampton é mais um exemplo.
Partindo do Clubman, apresentado no mercado há cerca de três anos, esta versão acrescenta equipamento e luxo, factores que elevam o preço para uma fasquia que torna a compra deste automóvel talvez pouco racional, mas muito emocional.
Existe apenas num tom específico de azul-escuro, e será uma homenagem à região de Hampton, uma zona vizinha de Londres banhada pelas águas azuladas do rio Tamisa. Será? Que fique a intenção.
E como se diferencia este Mini do dito Clubman normal? Pelas rodas de 17 polegadas com jantes negras e pelos logos espalhados no exterior, nos pilares B, na grelha e nas laterais junto aos piscas.
No interior, além de repetir o logo Mini 50 Hampton, esta edição está equipada com ergonómicos bancos em pele com bom apoio lateral. No equipamento, destaque para os opcionais que na nossa unidade eram constituídos por sensores de estacionamento traseiro (300€), sensores de chuva e de luz (114€), faróis bi-xénon (585€), sistema HiFi Harman/Kardon (626€), preparação Bluetooth e interface USB (463€), barras de tejadilho pretas (187€) e vidros escurecidos com protecção solar (163€). Os bancos desportivos forrados a pele, a pedaleira de alumínio, compartimentos de arrumação, faróis de nevoeiro e regulação em altura dos dois bancos dianteiros são de série.
Com o motor 1.6 D, o comportamento do carro chega a ser empolgante e os consumos aceitáveis, situando-se na fasquia dos 6,1 litros/100 km, com percurso misto, incluindo bastante cidade e alguma auto-estrada.
O óbice principal é realmente o preço, mas, como dizemos atrás, além do equipamento, também a exclusividade se paga.



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