A sigla OPC da Opel é atribuída às versões com muitos cavalos debaixo do capô. Este GTC fica só a meio caminho, mas tem qualquer coisa da família
Chega já em Janeiro ao mercado nacional e, para além do nome, tem pouco em comum com o Astra de 5 portas. O novo Opel Astra GTC é um coupé desportivo compacto que no exterior só partilha com o outro Astra as caixas dos espelhos retrovisores e a antena. Todo o design exterior é único para este modelo, apesar das semelhanças com a versão de cinco portas. As jantes de liga leve, entre as 18 e as 20 polegadas, são de design exclusivo para o GTC.
A aposta da marca germânica resultou num coupé desportivo que pode ser usado no dia-a-dia, que não é prejudicado pelas suas linhas. A traseira é um pouco mais cortada, mas mesmo assim este Astra transporta cinco pessoas sem problemas. Mesmo a bagageira tem um espaço de carga útil entre os 380 e os 1165 litros, com os bancos traseiros rebatidos.
Só que as diferenças não estão apenas no exterior: para este coupé ser mesmo desportivo, nada como criar um chassis exclusivo e equipado com a nova suspensão dianteira HiPerStrut, aliada ao já conhecido sistema de articulação Watt no eixo traseiro.
O sistema HiPerStrut equipava apenas os desportivos de maior performance e as novidades na frente permitem uma performance que não compromete o conforto, mas que ajudam a tornar o carro muito preciso na condução, com a direcção muito directa. O GTC torna-se obediente às escolhas do condutor, sem deixar de ter um lado agressivo para entrar e sair das curvas, ajudado pelo bloco diesel 2.0 de 165 cavalos.
Tal como os últimos modelos da marca de Rüsselsheim, este vem equipado com três modos de condução: o eco, mais económico, o Sport e o Tourer. Se o Tourer é o ideal para longas viagens tranquilas, o botão do Sport consegue dar outro espírito a este coupé e as diferenças são notórias. Visualmente, o painel de instrumentos fica iluminado a vermelho, mas são as performances que melhoram: a precisão da direcção fica mais apurada, o motor fica mais nervoso e a suspensão mais rija, tornando a condução divertida sem pedir um excesso de concentração ao condutor.
Além do motor de 165 cavalos, que promete uma velocidade máxima de 210 km/h, a Opel vai ainda lançar no próximo ano o motor diesel 1,7 de 130 cavalos. A gasolina vão estar já disponíveis o 1.4 turbo, de 140 cavalos (25 100 euros) e o 1.6 turbo, de 180 cavalos (26 600 euros). O 2.0 anuncia uma média de 4,8 L/100km, mas ficámos mais pelos 6,5L de média. Para o 1.7 são referidos 4,5L de consumo, enquanto que para o 1.4 a gasolina e para o 1.6 a marca anuncia, em circuito misto, valores de 5.9L e 7,2L, respectivamente. O start&stop vem de série em todas as versões.
Em 2012 vai ainda chegar o esperado Astra OPC, com um motor a gasolina com dois litros de cilindrada e 280 cavalos, criando aquele que será o Astra mais potente de sempre, desenvolvido na pista norte do Nürburgring, na Alemanha.
Interior Além da precisão na condução, o GTC vem cheio de tecnologia. À noite, o sistema dos faróis adaptativos é o que salta mais à vista, com nove funções e faróis bi-xénon.
O volante é mais desportivo, tal como os bancos dianteiros, com mais apoio lateral e mais opções de afinação. O tabliê é igual ao do Astra “normal”, com os comandos bem posicionados, mas que peca pelo excesso de botões todos juntos. Um dos extras que mais marca a diferença neste coupé é o pára-brisas panorâmico, mas que só vai estará disponível nesta gama a partir da Primavera de 2012.



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