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Por Beatriz Silva
publicado em 4 Maio 2013 - 07:00
Actualizado há 1 ano 5 meses
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Sagres Surf Culture. Ithaka is also “mad”
Natural da Califórnia, as suas viagens são o ponto de encontro do surf, da arte e da música, mas é no mato que está toda a beleza. Conheça o seu trabalho até amanhã, em Sagres

Vive no meio do mato e é lá que encontra a sua inspiração para surfar, fazer as suas esculturas, fotografar e compor a sua música. Faltará alguma coisa a Ithaka para terminar a vida em grande? O artista conta-nos que ainda quer apostar no cinema, mas vamos com calma. Acabado de chegar a Sagres, aproveitámos para conhecer um pouco melhor este autodidacta multifacetado. Com o tempo apertado, convida-nos para almoçar, e é aqui que começa a contar a sua história.

Natural da Califórnia, Ithaka começou muito cedo com todos os seus projectos. “Desde os cinco anos que fazia fotografia porque o meu pai era amante da fotografia e as minhas primeiras actividades criativas foram nesta área. Depois, com 17, 18 anos, comecei a fazer outras experiências visuais com materiais alternativos, como prateleiras e portas”, conta--nos. Foi aqui que nasceram as pranchas reencarnadas, e são algumas destas que podemos ver em exposição no Sagres Surf Culture, a decorrer onde o próprio nome indica até domingo. Com mais de 300 peças feitas, Ithaka vai buscá-las ao lixo ou apanha-as partidas à beira-mar. “Tinha uma prancha partida no meu apartamento em Hollywood e um dia dei por mim sem nada para pintar, sem uma tela, sem uma porta. Peguei na prancha partida e vi-a de outra maneira. Nos primeiros anos em que trabalhei nelas mudei as linhas originais e dei uns tons dourados, que acabei por ir modificando com o tempo”, explica-nos.

A paixão pelo surf apareceu no meio de tudo isto e hoje o californiano, que se iniciou com o bodyboard, viaja regularmente à procura de ondas boas. “Não vivi perto da praia, mas já tinha interesse pelo surf porque o mercado ao lado de casa vendia revistas de surf e as capas chamavam-me a atenção.” Começou a surfar aos 12 anos, depois de uma viagem que o marcou para sempre. “Tinha um amigo na escola. O pai dele era arquitecto e na época, como a minha família não tinha dinheiro para fazer férias e o pai do meu amigo estava a construir um hotel na ilha de Maui, no Havai, convidaram-me para passar uma semana lá.





 

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