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Por Jornal i
publicado em 27 Fev 2012 - 03:00
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“Sun on Sunday”. Novo tablóide de Murdoch chega às bancas com 120 páginas
Editorial promete jornal “digno de confiança e respeitador da decência”. Primeiro número teve tiragem de três milhões de exemplares

Depois do escândalo das escutas que arrasou com o “News of the World”, Rupert Murdoch está de regresso ao mercado dos semanários com um novo jornal. Chama-se “Sun on Sunday”, custa 60 cêntimos (50 pences), promete respeitar a ética jornalística e esmagar a concorrência com uma impiedosa guerra de preços.

O primeiro número chegou ontem às bancas, com o editorial a anunciar “um novo amanhecer” e a prometer um jornal “digno de confiança e respeitador da deontologia e da decência” na busca de notícias. O texto refere ainda que os escândalos que envolveram os jornais do grupo News Corp. foram uma “experiência” que serviu para deixar a indústria dos media “mais sensata”. No entanto, e apesar deste aparente distanciamento em relação ao “News of the World”, o editorial remata dizendo que, “até prova em contrário”, os jornalistas da empresa que foram presos são inocentes.

Na capa do primeiro número, destaque para a apresentadora de televisão Amanda Holden que conta, ao longo de cinco páginas e “em exclusivo mundial”, como esteve prestes a morrer quando deu à luz. Já o futebol teve direito a um total de 28 páginas – com David Beckham e José Mourinho em grande plano. Entre os colunistas do novo jornal de domingo estão o arcebispo de York, John Sentamu, e o chefe de cozinha Heston Blumenthal.

A nova publicação de Murdoch quer conquistar “as mulheres e as famílias” e será menos ácido que o extinto “News of the World” – que, com 2,7 milhões de exemplares vendidos todas as semanas, foi considerado, durante 168 anos, uma espécie de tradição dominical. O histórico jornal acabaria por fechar em Julho do ano passado, no meio de um escândalo que envolveu escutas ilegais.

O “Sun on Sunday”, que ontem chegou às bancas com 120 páginas, arranca com uma tiragem de três milhões de exemplares e há já quem especule sobre se Murdoch não se terá precipitado num tempo em que a crise tem sacrificado a indústria da comunicação – abandonada pelos leitores e pela publicidade. Aliás, a queda das vendas no mercado dos jornais britânicos tem-se feito sentir sobretudo nas publicações de domingo, cuja tiragem caiu 50% num espaço de apenas dez anos.




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