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Por Agência Lusa
publicado em 25 Jul 2013 - 21:05
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Submarino Barracuda fez última viagem até ao polo museológico de Cacilhas
"É um dia de muita alegria. O Barracuda podia, pura e simplesmente, ser desmantelado e perdermos uma memória de 42 anos de actividade", disse o último comandante do submarino Barracuda, capitão-tenente Baptista Pereira

O submarino Barracuda cumpriu hoje a sua última viagem para se juntar à fragata D. Fernando II e Glória no polo museológico que a Câmara de Almada e a Marinha Portuguesa estão a construir em Cacilhas.

Depois de 42 anos de serviço e um total de 52.000 horas de navegação, o último submarino da classe Albacora a sair do ativo partiu a meio da tarde da Base Naval do Alfeite para as docas dos antigos estaleiros navais da Parry & Son, agora docas do município de Almada, junto ao cais de embarque da Transtejo.

"É um dia de muita alegria. O Barracuda podia, pura e simplesmente, ser desmantelado e perdermos uma memória de 42 anos de atividade", disse o último comandante do submarino Barracuda, capitão-tenente Baptista Pereira, agora comandante do novo submarino Arpão.

"O Barracuda pertence a uma classe de submarinos que se chamou Albacora, que nasceu em 1967 e que teve quatro navios - o Albacora, o Barracuda, o Delfim e o Cachalote", acrescentou.

Baptista Pereira sublinhou a competência da Marinha Portuguesa, lembrando que submarinos idênticos de outros países cessaram a atividade ao fim de 25 anos.

Para a presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, a musealização do Barracuda, projeto que custou à autarquia cerca de 500.000 euros, só foi possível "graças às boas relações do município com a Marinha Portuguesa".

"Estamos a construir o núcleo museológico da Marinha Portuguesa no concelho de Almada. Temos de agradecer muito à Marinha Portuguesa que, com estas manobras delicadas, nos deu mais uma prova de grande rigor, de grande competência, no desempenho da sua missão", disse.

De acordo com a estimativa do responsável da Marinha pela musealização do Barracuda, Bossa Dionísio, os trabalhos vão prosseguir nos próximo meses, pelo que a abertura do submarino ao público não deverá acontecer antes do final de 2013.

A Marinha Portuguesa já recebeu, entretanto, autorização do Ministério da Defesa para a musealização do outro submarino da mesma classe - Delfim -, em Viana do Castelo.

Mesmo que se verifique uma desistência daquele município, ainda assim o submarino Delfim deverá ser musealizado, dado que o município de Portimão também está interessado nessa possibilidade.




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