Pub


Por Agência Lusa
publicado em 2 Set 2013 - 15:54
// 

Síria. Portugal quer intervenção militar com mandato internacional
"Preferimos claramente que obedeça [a intervenção militar] ao mandato de um organismo internacional e aos princípios da proporcionalidade e dos objetivos limitados", sublinhou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje que uma intervenção militar na Síria deverá "na medida do possível" decorrer com um mandato das Nações Unidas, numa altura em que os Estados Unidos ponderam uma ação militar no país.

"Embora se compreenda a necessidade de sancionar uma prática que viola flagrantemente o direito internacional, parece-nos que isso deverá, na medida do possível, ser feito na base de um mandato conferido por uma organização internacional, o que é desejável é que seja a ONU e que o Conselho de Segurança funcione", disse Rui Machete.

O MNE português falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo angolano, Georges Chicoti, que se encontra em visita oficial a Portugal até quarta-feira.

Rui Machete adiantou que apesar de a investigação dos inspetores das Nações Unidas (ONU) não estar ainda concluída, "restam poucas dúvidas" sobre o uso de armas químicas num conflito que dura há mais de dois anos e fez já mais de 110 mil mortos, segundo dados da ONU.

"Aguardamos os desenvolvimentos. No campo internacional registaram-se posições extremamente cautelosas, incluindo dos Estados Unidos da América. Nós estamos a seguir a situação de modo preocupado, visto que estas matérias têm consequências para a paz, para os povos envolvidos, e económicas e políticas que é muito difícil antecipar neste momento com rigor", disse.

"Preferimos claramente que obedeça [a intervenção militar] ao mandato de um organismo internacional e aos princípios da proporcionalidade e dos objetivos limitados", sublinhou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola mostrou-se igualmente preocupado e desfavorável a uma intervenção militar na Síria.

"Queremos esperar que não haja guerra e que todos os países observem as declarações do secretário-geral das Nações Unidas de que não houvesse intervenção militar neste país. Esperamos que assim seja", disse George Chicoti.

Angola está a concorrer a um lugar não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2015/2017, tendo já garantidos, segundo o MNE angolano, os votos da maioria dos países e das organizações africanas.

Georges Chicoti recebeu também hoje a garantia do seu homólogo português de que Portugal apoiará a candidatura angolana.




Pub


 

Pub

Pub

Pub

Pub

Pub













X
Introduza o seu endereço de e-mail.
Introduza a senha associada ao seu endereço de e-mail.
  • Sign in with Twitter
A carregar