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Por Agência Lusa
publicado em 7 Ago 2013 - 22:51
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SIC diz que documento alegadamente forjado veio da residência oficial do PM

 A SIC revelou hoje que o documento que esteve na base da demissão do secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, e que o Ministério das Finanças considerou forjado, teve origem na residência oficial do primeiro-ministro.

O Ministério das Finanças defendeu hoje em comunicado que o documento, divulgado pela SIC e pela Visão, que implica Joaquim Pais Jorge nos contratos ‘swap’ foi manipulado, adiantando que há dois documentos diferentes.

A estação televisiva revelou, durante o jornal das 20:00, que “o documento a que a SIC teve acesso veio da residência oficial do primeiro-ministro e aquele que o Ministério das Finanças divulgou veio do IGCP [Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública]”.

No comunicado, o Ministério das Finanças sustenta que há dois documentos diferentes, relativamente às propostas de contratos ‘swap’ do Citigroup ao Governo de José Sócrates em 2005, e que no documento original não consta o organigrama em que figura o nome do secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge.

Através de uma nota da direção de informação da SIC e da Visão, divulgada hoje à noite, os dois órgãos de comunicação garantiram que “obviamente não forjaram nem manipularam qualquer documento sobre este ou qualquer outro assunto” e pedem que seja dada uma rápida explicação por parte do Governo.

“O Governo deve esclarecer se houve ou não manipulação de documentos públicos, que documentos foram forjados e por quem”, refere a nota das direções de informação.

Hoje, a ministra das finanças aceitou hoje o pedido de demissão do secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge.

O documento divulgado pela SIC mostra que o Citigroup propôs em 2005 ´swaps' a Portugal para baixar artificialmente o défice, estando Joaquim pais Jorge e o dono da consultora StormHarbour entre os responsáveis pela proposta. De acordo com um documento a que a Lusa também teve acesso, o banco norte-americano fez várias propostas ao instituto que gere a dívida pública portuguesa, o IGCP, de ´swaps' que baixariam artificialmente o défice.

De acordo com o comunicado das Finanças, “o documento que chegou às mãos dos jornalistas não tem qualquer referência cronológica, nem números de páginas”, ao contrário do documento original e verdadeiro que data de 1 de julho de 2005.




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