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Por Jornal i
publicado em 9 Maio 2012 - 03:00
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Shin-pei Tsay.“Melhorar a vida nas cidades não significa sempre maior despesa”
Basta querer partilhar recursos e aproveitar boas ideias e oportunidades. É a proposta de uma especialista que veio conhecer Lisboa em crise

Shin-pei Tsay desenvolve projectos de sustentabilidade para cidades no quadro de uma organização internacional de investigação e projectos, o Carnegie Endowment for International Peace. Convencida de que as ruas das cidades devem privilegiar percursos pedestres e ser espaços de lazer e convívio, esteve em Lisboa para falar do seu trabalho. E disse ao i como poderiam os lisboetas viver melhor gastando menos, e como a crise pode ser uma excelente oportunidade para conseguir qualidade de vida.

 

Quais são os projectos em que actualmente participa?

Colaborei já com muitas organizações, para o desenvolvimento de projectos comunitários, espaços públicos, design de espaços comunitários urbanos, alternativas de transporte urbano. Com o objectivo de tornar as ruas de Nova Iorque espaços acolhedores para os habitantes, redesenhamos os percursos urbanos de Nova Iorque, criamos espaço público, fazemos as ruas espaços mais acessíveis para as pessoas, trabalhando em estreita colaboração com os agentes camarários, com os departamentos de transportes, de saúde, de infra-estruturas e planeamento. Trata-se de interagir com as entidades que pensam o espaço viário urbano, que constituem cerca de 80% do espaço urbano. Interessa-nos tirar partido de todas as oportunidades que nos permitam tornar as ruas da cidade mais acolhedoras para as pessoas.

Passou uns dias em Lisboa. Que tipo de soluções lhe parece que poderiam ser implementadas para tornar os espaços urbanos mais acolhedores?

Os habitantes têm muita sorte por Lisboa ser uma cidade com características históricas tão marcadas. A cidade tem uma estrutura compacta, as ruas são estreitas, as pessoas caminham. Há talvez demasiado trânsito, é dada demasiada prioridade aos carros. E haveria outros meios de as pessoas se deslocarem. A situação é semelhante nos EUA, mas as ruas lá são muito mais largas. Aqui existe a oportunidade de pensar em pessoas que não conduzem e em maneiras de fazer as ruas mais acolhedoras.

Que propostas lhe ocorrem?

Não vejo muita gente aqui a andar de bicicleta, por exemplo. Mas é uma opção muito eficiente e saudável, que traz benefícios ambientais. É uma forma muito boa de nos deslocarmos. Sei que em Lisboa há colinas, mas em S. Francisco também e é uma cidade muito acolhedora para ciclistas, onde muita gente se desloca assim.




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