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Por Agência Lusa
publicado em 11 Mar 2013 - 16:05
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Sete trabalhadores portugueses da construção civil agredidos em Berlim

Sete portugueses que trabalham na construção civil nos arredores de Berlim, na Alemanha, foram agredidos na sexta-feira por um grupo de desconhecidos, permanecendo quatro deles hospitalizados com ferimentos de arma branca, disse hoje à Lusa fonte policial.

Sete trabalhadores portugueses da construção civil com idades compreendidas "entre 36 e 55 anos" voltavam na sexta-feira a casa quando pelas 19:30 (menos uma hora em Lisboa) foram espancados e esfaqueados por um grupo de desconhecidos, explicou à agência Lusa o porta-voz da polícia de Berlim, Michael Gassen.

Os trabalhadores portugueses foram imediatamente transportados a um hospital, tendo três recebido alta na sexta-feira, refere a mesma fonte.

Os restantes quatro portugueses continuam internados com múltiplos ferimentos de arma branca e ainda não conseguiram ser interrogados pelas autoridades, acrescentou Michael Gassen.

A polícia de investigação criminal alemã está a tentar apurar as identidades dos atacantes, que, segundo testemunhas no local, atuaram num grupo composto por dez a 17 homens e de forma "premeditada".

O responsável da polícia de Berlim exclui para já que o incidente, que ocorreu em Adlershof, no sudoeste da capital alemã, tivesse tido "alguma motivação racial".

"Nada indica que exista uma motivação racial", afirmou Gassen, adiantando que as autoridades alemãs estão a concentrar a suas investigações no local da obra onde trabalham os sete portugueses.

"É essa a pista que estamos a seguir", afirmou o porta-voz da polícia berlinense, quando questionado sobre se o ataque contra os portugueses poderá ter alguma coisa a ver com uma briga ou desentendimento na obra, como fora referido pela imprensa alemã.

O tabloide alemão Berliner Zeitung (BZ), que cita fontes ligadas à investigação, lembra que muitos dos trabalhadores europeus e nao europeus que trabalham nas obras em Berlim são subcontratados por empresas de prestação de serviços duvidosas e trabalham em condições laborais precárias.

O diário refere ainda que quem denuncia ou se insurge contra essas condições laborais é despedido ou frequentemente intimidado.

E algumas empresas duvidosas na área da construção civil não hesitam em contratar grupos criminosos para esse tipo de tarefas, acrecenta o BZ.

A Lusa contactou a embaixada de Portugal em Berlim, que remeteu para mais tarde informações sobre o incidente.




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