Pub


Por Jornal i
publicado em 13 Mar 2012 - 03:00
// 

Saúde. Seguro apela ao governo que evite uma “tragédia” no SNS
Secretário-geral do PS contesta “cortes cegos” e diz que está em causa o acesso dos utentes aos serviços de saúde

O secretário-geral do PS acusou ontem o governo de estar a fazer “cortes cegos” na área da saúde, que “estão a pôr em causa o acesso básico ao SNS”.

As críticas de António José Seguro foram feitas no arranque da semana em defesa da saúde, no Porto, – com o lema “Avaliar o Presente, Perspectivar o Futuro” – e após um almoço com profissionais do sector em que ouviu denúncias de que já há utentes a pedir o adiamento das consultas, porque não têm meios económicos para pagar os transportes e as taxas moderadoras. Seguro apelou, por isso, ao governo para “olhar para esta situação, que é grave” e disse mesmo esperar que “a tragédia não aconteça”, perante uma política que está a dificultar o acesso “a cuidados essenciais de saúde”.

Se, para já, a prioridade dos socialistas é denunciar as consequências dos cortes que o governo está a fazer na saúde, Seguro garantiu que o PS está a estudar “novas formas de financiamento público do SNS”.

O ponto de partida dos socialistas é que é possível manter a qualidade dos serviços públicos de saúde. “O SNS é indispensável. É possível garantir a sustentabilidade com estes padrões”, garante ao i o deputado socialista, António Serrano.

Como? “Com uma reformulação profunda da forma de financiamento”, responde Serrano. Nesse sentido, o PS criou um grupo de trabalho – coordenado pelo ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Carlos Santos – que está a estudar um novo sistema fiscal, que permita garantir “novas formas” de financiamento da saúde, educação e segurança social.

Carlos Santos explica ao i que o objectivo deste grupo de trabalho – a que pertencem também Domingos Azevedo, Manuel Faustino e Afonso Candal – é “trabalhar o sistema fiscal de forma a que possa contribuir para a sustentabilidade do Estado social”, alertando que uma reforma fiscal “pode dar uma ajuda, mas não é só por aí”. O grupo de trabalho pensa ter algumas propostas para apresentar “até ao Verão”.

O líder do PS defendeu ainda que o dinheiro que a Lusoponte vai devolver ao Estado deve ser aplicado na investigação científica.




Pub


 

Pub

Pub

Pub

Pub

Pub













X
Introduza o seu endereço de e-mail.
Introduza a senha associada ao seu endereço de e-mail.
  • Sign in with Twitter
A carregar