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Por Marta F. Reis
publicado em 7 Jan 2014 - 23:00
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Portugal sem estratégia para tempestades marítimas
Município de Paredes deverá pedir ajuda ao fundo de emergência municipal mas secretário de Estado avisa que verbas sóestão disponíveis para calamidades. Filipe Duarte Santos avisa que rescaldo exige base científica rigorosa

Paredões e passadiços rebentados, bancos e quiosques levados pelo mar, marinas em estado de sítio e milhares de prejuízos em cafés e restaurantes junto às praias. Depois do pico da tempestade que nos últimos dias assolou a costa portuguesa, medem-se os estragos e começa a calcular-se o impacto na zona costeira. Para o especialista em clima Filipe Duarte Santos, o rescaldo de mais uma tempestade grave exige uma resposta assente em conhecimento científico rigoroso, que diz faltar em Portugal quer sobre o fundo do mar quer sobre a forma como rebentam as ondas consoante a geografia do terreno. "Este tipo de fenómenos acontece em todos os países e há alguns mais vulneráveis que o nosso. Na Holanda, 40% do território está abaixo do nível do mar. Se não tivessem construído diques de betão ao longo de toda a costa todos os Invernos ficavam inundados", exemplifica ao i Filipe Duarte Santos, que sugere uma solução do mesmo género para a Costa da Caparica, uma das zonas mais afectadas pelas ondas gigantes de segunda-feira. "Devia construir-se uma duna de betão. Injectar areia é uma solução que pode durar uns dois anos, mas não funciona", avisa. "Se continuarmos assim, o mar ri-se dos milhões investidos", desabafou ainda o cientista, admitindo que, perante sucessivas intempéries, a ameaça de fenómenos extremos mais frequentes devido às alterações climáticas e a ausência de uma estratégia nacional que dite respostas de fundo, os investigadores que trabalham nesta área sentem alguma frustração. "Devia haver uma posição central que dissesse "aqui vamos construir um dique, nesta zona pode construir-se e nesta não", em vez de uma cultura em que se dá um jeitinho. Depois do acidente no Algarve com a derrocada de uma arriba, o governo passou a importar-se essencialmente com isso por causa do turismo, mas colocar betão em todas as arribas não me parece um investimento adequado. É preciso pensar em toda a costa, fazer um mapa de risco nacional, pensar em soluções. Fenómenos como este vão continuar a acontecer."

Leia amanhã o texto na íntegra no ionline e na edição em papel




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