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Por Jornal i
publicado em 5 Jul 2013 - 16:01
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Portas faz ultimato. Só fica se Maria Luís Albuquerque sair
Maria Luís Albuquerque já terá manifestado disponibilidade para sair do Executivo

Paulo Portas só aceita ficar no governo se Maria Luís Albuquerque sair, avança a Antena 1. A ministra das Finanças volta assim a estar no centro dos desentendimentos entre Passos e o líder do CDS-PP.

Paulo Portas terá feito este ultimato nos encontros que tem estado a manter com o primeiro-ministro. Segundo avança a Antena 1, Maria Luís Albuquerque já terá manifestado disponibilidade para sair do Executivo para não ser um entrave às negociações entre Passos e Portas.

Durante os encontros terá mesmo chegado a existir um princípio de acordo onde Paulo Portas assumiria a função de vice-primeiro-ministro e com a pasta da Economia, assegura ainda a rádio.




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CDS-PP
Paulo Portas
Maria Luís Albuquerque

O CDS - Partido Popular é um partido político português inspirado pela democracia cristã e é aberto também a conservadores e liberais clássicos. Fundado em 19 de Julho de 1974 por Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Basílio Horta, Vítor Sá Machado, Valentim Xavier Pintado, João Morais Leitão e João Porto.

O CDS integrou governos, sempre em coligação: com o PS de Mário Soares; com o PSD e o PPM, constituindo a Aliança Democrática; novamente com o PSD após as eleições legislativas de2002 e actualmente com o PSD depois das eleições legislativas de 2011.

O Partido é membro da União Internacional Democrata e do Partido Popular Europeu. O CDS-PP tem algumas organizações autónomas que perfilham os seus ideais políticos. Entre elas, a Juventude Popular e a Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos (FTDC).

Nas eleições legislativas portuguesas de 2005, foram eleitos pelas suas listas 12 deputados. O resultado foi considerado fraco pelo líder do partido, Paulo Portas, que apresentou a sua demissão nesse dia mas que, actualmente é de novo o presidente. Nas eleições legislativas portuguesas de 2009, foram eleitos pelas suas listas 21 deputados. Este resultado foi considerado uma grande vitória pelo CDS-PP, que tornou-se assim na terceira força política na Assembleia da República (AR).

Com as Eleições Legislativas de 2011, o CDS consegue reforçar a sua força ao nível do parlamento, passando de 21 para 24 deputados representados, através de um aumento dos votos de 10,4% para 11,7%.O CDS-PP está agora integrado no governo em coligação com o PSD.

 

 


Nascido em Lisboa a 12 de Setembro de 1962, Paulo de Sacadura Cabral Portas é jurista, político e ex-jornalista.

A 21 de Junho de 2011, assumiu a pasta de Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros num governo de coligação PSD/CDS e pediu demissão no dia 2 de Julho por discordar da escolha da escolha da nova ministra das Finanças: Maria Luís Albuquerque .

No dia 16 de maio, ao pronunciar-se sobre os novos impostos em perspectiva, Paulo Portas anunciou em definitivo que poderia entrar em ruptura com o Governo ao referir ser “politicamente incompatível” com “essa TSU dos pensionistas”.

“Sou politicamente incompatível com essa TSU dos pensionistas, por razões de justiça social, por razões de impacto económico e até por razões de prudência jurídica", referiu na ocasião o então ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros durante o jantar anual da Câmara do Comércio Luso-Alemã, em Lisboa.

O prosseguimento das políticas de austeridade, exigidas pelos negociadores internacionais e que terá continuidade com a nova ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, terá sido o motivo invocado pelo líder do CDS/PP para abandonar o Executivo, que durante o seu consulado se destacou por um absoluto pragmatismo que implicou o primado de economia face à política no mundo das relações diplomáticas.

No entanto, a ruptura há muito que estava anunciada e foi confirmada na apresentação da sua moção ao Congresso do seu partido, em princípio agendado para o próximo fim-de-semana, e quando o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho continuava a insistir na impossibilidade de descida de impostos para não comprometer o “programa de ajustamento”.

Paulo Portas voltou ao Governo após as legislativas de 5 de Julho de 2011 após obter um bom resultado (11,7% e mais de 650 mil votos), com a eleição de 24 deputados.

O reforço do peso do CDS-PP permitiu-lhe aliar-se ao PSD e cumprir a ambição de exercer a “habilidade diplomática” que lhe apontam colaboradores próximos, numa pasta que tinha sido recusada ao seu partido em 2002, os Negócios Estrangeiros.

A diplomacia económica passou a ser o vector determinante da actividade do ministério.

Durante os dois anos em que se manteve à frente do MNE, Paulo Portas transformou as embaixadas em “centros de negócios”, no âmbito da sua estratégia de diplomacia económica que privilegiava as exportações, a promoção do turismo em Portugal, ou a captação de investimentos.

Já em 2002, segundo disse na ocasião à Lusa um dirigente centrista que acompanhou na altura o processo de formação do Governo de coligação, o CDS-PP “tinha manifestado disponibilidade" para assumir as pastas dos "Negócios Estrangeiros, Administração Interna, Emprego e Segurança Social".

No entanto, acabou por ficar no XV Governo, liderado por Durão Barroso, com a Justiça (Celeste Cardona), Estado e Defesa Nacional (Paulo Portas) e Segurança Social e Trabalho (António Bagão Félix, independente). No Governo seguinte, com Pedro Santana Lopes, Paulo Portas manteve o ministério do Estado e da Defesa Nacional e foi-lhe acrescentada a tutela dos Assuntos do Mar.

Fluente em quatro línguas estrangeiras – francês, inglês, espanhol e italiano – Paulo Sacadura Cabral Portas, 50 anos, assumiu finalmente a pasta dos Negócios Estrangeiros, sendo também ministro de Estado do XIX Governo Constitucional.

Foi sob a liderança de Paulo Portas, destacou fonte democrata-cristã, que o CDS-PP conseguiu ser readmitido no grupo parlamentar do PPE (Partido Popular Europeu) – a mesma família europeia a que pertence o PSD – da qual tinha sido expulso em 1992, durante a liderança de Manuel Monteiro devido às posições assumidamente antieuropeístas.

O regresso ao PPE, ainda que restrito ao grupo parlamentar, deu-se em 2004, um “primeiro passo” para a plena integração naquela família política, que só ocorreu em 2009.

Paulo Portas aderiu ao CDS-PP em 1995, depois de ter sido um dos principais conselheiros do antigo presidente do partido Manuel Monteiro, que viria a substituir no congresso de Braga, em 1998.

Liderou o partido durante sete anos, levando o CDS-PP ao poder em 2002 e demitiu-se em 2005, na sequência das legislativas de Fevereiro desse ano, nas quais o partido obteve 7,3 por cento dos votos, quando pedira 10 por cento na campanha eleitoral.

Dois anos depois, com Ribeiro e Castro à frente do CDS-PP, Portas anunciou a intenção de regressar à liderança e, depois de quase dois meses de polémicas jurídicas internas, conseguiu ver aprovado o método de eleições directas para a disputa interna.

O processo sobre a compra de dois submarinos pelo Governo de Durão Barroso e Paulo Portas ainda “persegue” politicamente o líder do CDS-PP.

Irmão do eurodeputado do BE Miguel Portas, que morreu em Abril de 2012, Paulo Portas estudou no colégio São João de Brito, Lisboa, e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica.

Acabou por tornar-se jornalista – uma das opções que lhe apontaram os testes psicotécnicos, além de advogado, político e padre. Católico praticante e amante de cinema, Portas começa na política na JSD, da qual se afasta com a morte de Francisco Sá Carneiro. Funda o semanário “O Independente”, o qual dirige até regressar a uma das suas outras paixões: a política.

 

Fontes: CDS, Wikipedia e Lusa


Maria Luís Albuquerque nasceu em Braga, em 1967.

Licenciada em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, em 1991, concluiu o mestrado em Economia Monetária e Financeira pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, em 1997.

Desempenhou o cargo de técnica superior na Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, entre 1996 e 1999, e no Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia, de 1999 a 2001. Trabalhou ainda como assessora do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças em 2001, foi Directora do Departamento de Gestão Financeira da Refer, entre 2001 e 2007, tendo ainda coordenado o Núcleo de Emissões e Mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, de 2007 a 2011.

Docente na Universidade Lusíada de Lisboa, leccionou ainda no Instituto Superior de Economia e Gestão, assim como no polo de Setúbal da Universidade Moderna, entre 1991 e 2006.

A 1 de Julho de 2013, sucedeu a Vítor Gaspar no cargo de Ministro de Estado e das Finanças, no XIX Governo Constitucional de Portugal.

Fonte: portal do Governo


 

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