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Por Jornal i
publicado em 3 Maio 2012 - 03:00
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Pingo Doce. Depois dos ataques vêm mais promoções
Especialistas dizem que leitura política é inevitável, mas o importante é o desespero que os portugueses mostraram

Quem diria que baixar drasticamente os preços de bens essenciais seria o princípio de um motim que acabaria por misturar luta de classes, guerras de concorrência, batalhas ideológicas e até promessas do governo de criar leis para regular campanhas inesperadas como a que o Pingo Doce promoveu neste 1.o de Maio? Pelo segundo dia consecutivo, o grupo Jerónimo Martins é o centro de todas as atenções e a resposta chega em jeito de desafio: “Esta foi a primeira de outras acções comerciais que o Pingo Doce levará a cabo este ano, no âmbito da sua decisão de reforçar as oportunidades de preço para os consumidores portugueses e assim apoiá-los na gestão de um orçamento familiar cada vez mais pressionado”, contou ao i fonte do grupo.

Críticas e ataques vindos dos sectores industrial, agrícola ou do comércio, dos sindicatos ou da esquerda parlamentar pouco impacto vão ter nas próximas campanhas que a cadeia quer promover. Até porque o balanço não poderia ser mais positivo, segundo o grupo Jerónimo Martins: “O grande interesse e entusiasmo demonstrados pelos consumidores, no território continental e na Madeira, que se traduziu numa grande afluência às lojas, superaram em muito as nossas expectativas, tanto mais que apenas fizemos comunicação da acção dentro da loja e no próprio dia.”

E é essa a imagem que vai ficar, defende Susana Costa e Silva, directora do departamento de Marketing da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto. Pesando os prós e os contras, o que os consumidores vão reter no fim é “uma atenção sensível às dificuldades que atravessam os portugueses neste momento”, explica a especialista, sublinhando a importância de esta baixa de preços incidir nos bens essenciais. Os ataques e as reacções a esta iniciativa não terão, contudo, surpreendido o grupo. Pelo menos é isso que pensa Susana Costa e Silva, que já trabalhou na Jerónimo Martins e para quem uma campanha desta natureza prevê sempre tanto as repercussões positivas como as negativas.

caricatura E são os efeitos negativos que devem ser agora avaliados, defende o sociólogo Elísio Estanque. Se fosse um cartoon, a campanha do Pingo Doce teria de um lado um homem poderoso a estalar os dedos e do outro uma multidão de esfarrapados a correr na sua direcção e no meio um punhado de sindicalistas frustrados.




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