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Por Jornal i
publicado em 20 Set 2012 - 20:43
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Pedro Abrunhosa: "Vale a pena lutar contra os abusos do poder mediático"

O cantor Pedro Abrunhosa considerou hoje, horas depois de obter um pedido de desculpas pela divulgação notícias que considerou difamatórias, sobre a sua vida íntima, que "vale a pena lutar contra a perseguição e os abusos do poder mediático".

Em causa estava uma publicação num blogue, primeiro, e no jornal O Crime e na revista Mariana, depois, de relatos de uma mulher que dizia ter sido obrigada a satisfazer "uns estranhos vícios sexuais" do cantor.

"Vale a pena lutar contra a perseguição e os abusos do poder mediático", diz Abrunhosa, num comunicado pessoal, sublinhando que "os abusos na blogosfera, e no espaço anónimo que a Internet permite, não podem ficar isentos de consequências".

O julgamento da alegada difamação a Abrunhosa deveria começar hoje, de manhã nos Juízos Criminais do Porto mas, por sugestão da juíza, as partes acordaram a elaboração de um texto em que quatro arguidos pedem desculpa a Abrunhosa.

"Os arguidos, ao divulgarem os factos (...), não tiveram intenção de o ofender e, nem sequer, de pôr em causa o seu bom nome", lê-se no texto do acordo.

Os arguidos não desconheciam, contudo, que tais factos "eram objetivamente ofensivos e suscetíveis de ter repercussões negativas na reputação e no bom nome" de Pedro Abrunhosa, sublinha-se ainda no texto, cujo teor foi negociado ao longo de várias horas.

No seu comunicado, o cantor e compositor diz que aceitou o "pedido público de desculpas e retratação por todos por aqueles que neste processo mentiram ou colaboraram no disseminar irreparável da mentira" por "respeito" pela Justiça, pelos tribunais e pelo país.

Referindo-se ao facto de o acordo estabelecer que a entidade proprietária da revista Mariana fica obrigada entregar 500 euros a uma instituição de solidariedade, Abrunhosa afirma: "Abdiquei de receber qualquer indemnização, pois nunca o meu propósito foi dinheiro, mas sim a reposição da verdade, da minha honra e do meu bom nome".

"A quantia simbólica que será paga pelos arguidos, reservo o destino da mesma à instituição de solidariedade social que a consciência me indicar", acrescenta.
 

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa




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