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Por Jornal i
publicado em 30 Dez 2011 - 03:00
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Maquinistas têm 18 subsídios e CP deve 14 milhões por não pagar parte destes abonos
Oito subsídios são fixos e 10 são um sortido para aplicar nas mais variadas situações que surgem no dia-a-dia de um maquinista

A CP deve cerca de 14 milhões de euros aos 1200 maquinistas da sua empresa. É o valor de várias retribuições, como horas extraordinárias, prémios de condução ou trabalho nocturno, que não terão sido pagos entre 1996 e 2006. A dívida pode atingir o dobro, já que, segundo o Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), os funcionários continuam sem receber esses montantes até à data presente. A quantos subsídios, abonos e suplementos têm direito os maquinistas é uma dúvida a que é fácil de responder quando se consulta o acordo de empresa entre a administração e o SMAQ. São 18 ao todo (contando com os subsídios de Natal , férias e refeição), dos quais oito são fixos e 10 são um sortido para aplicar nas mais variadas situações que surgem no dia-a-dia de um maquinista (ver quadro ao lado).

Cada vez que um maquinista da CP termina um período completo de trabalho recebe um prémio. Cada vez que conduz, manobra ou faz o acompanhamento de comboio tem direito a um abono. Se o seu trabalho estiver organizado por escalas e turnos, há mais um subsídio. No fim do ano, se cumprir 200 ou menos dias completos de trabalho, ganha outro prémio atribuído em três tranches. Ao fim de cinco anos de casa, conquista um aumento no vencimento. São alguns dos subsídios, abonos ou suplementos que a empresa Comboios de Portugal atribui aos maquinistas e servem para compensar funções qualificadas e actividades que exigem trabalhar horas extras, de noite, de emergência ou longe de casa.

O maquinista recebe um vencimento base que varia por exemplo entre 821€ e 897€ (carreira de maquinista) ou entre 1266€ e 1454€ (inspector-chefe de tracção). As únicas certezas ao fim do mês, além do salário, são o prémio diário de produtividade por cada período completo de trabalho. No fim do ano há ainda outro prémio de produtividade, que pode atingir os 439€. Resta o subsídio de escala, que corresponde a 17% do vencimento base , o prémio de deslocação, que equivale a 5,26€ por cada dia completo de trabalho, e a diuturnidade (20,71€) assim que completa cinco anos de carreira.




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