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i/Pitagórica. Esquerda com 56% no parlamento. PSD bate mínimos

i/Pitagórica. Esquerda com 56% no parlamento. PSD bate mínimos

05/07/2013 00:00

Há três meses que o PS vem reconquistando a preferência dos eleitores, que tinha perdido em Abril. Uma recuperação que anda a par da instabilidade que se acentuou entre os parceiros de coligação. No barómetro i/Pitagórica deste mês, o partido regressa à casa dos 34% das intenções de voto com que - somando os 13,2% atribuídos ao PCP e os 8,9% do BE - lidera a margem mais segura conseguida pela esquerda parlamentar até ao momento. Do outro lado da linha, a direita recua para a sua votação mais fraca de sempre - juntos, PSD e CDS ficam um ponto abaixo dos socialistas.

A sondagem foi realizada entre os dias 28 de Junho e 2 de Julho - coincidiu, por isso, com os primeiros episódios da mais recente (e aguda) crise política no seio da coligação. Para já, é o PSD quem mais se ressente. Os sociais-democratas marcam em Junho uma nova linha vermelha de impopularidade, ao recolher 23,7% das intenções de voto. São quase menos 2% que no último mês, altura em que o partido tinha, também aí, assinalado uma nova marca negativa (com 24,5% dos votos).

O CDS continua a sua caminhada descendente rumo ao resultado negro atingido no primeiro barómetro, em Outubro de 2012 (quando não foi além dos 8,3%). Este mês, os centristas recolhem 9,1% das preferências dos eleitores. Mas o barómetro não reflectirá ainda as ondas de choque da demissão de Paulo Portas, dado que esta coincide já com a recta final do inquérito.

Esquerda domina parlamento O PS ainda não consegue vislumbrar no horizonte os 36,7% de intenções de voto que o partido conseguiu reunir em Março deste ano, muito menos a maioria absoluta por si só. Veio o congresso em Abril e, por essa altura, os socialistas caíram para os 28,6%. Os últimos meses têm sido de recuperação, com os socialistas a chegarem agora aos 33,9% - a confirmar-se o resultado, seria preciso que o PS se coligasse para chegar à maioria dos deputados no hemiciclo. Para este resultado contribuem em particular os eleitores do sexo masculino, entre os 35 e os 54 anos, da classe média.

Por seu lado, o PCP continua a afirmar-se como a terceira força política em Portugal - cenário que vem ganhando expressão desde o mês de Janeiro. E agora com uma nova confiança recolhida junto dos eleitores, que atribuem ao partido 13,2% das preferências - o melhor resultado dos comunistas até ao momento.

Porém, em sentido contrário ao da restante esquerda e do centro-esquerda parlamentar, o BE afunda-se nos resultados. Desde o início que os bloquistas têm quase sempre rondado os 9% das preferências dos inquiridos, mas são agora lançados do melhor resultado que tinham atingido no barómetro (9,4% em Maio) de volta para os 8,9%.

Não sei ou não voto A relativizar de forma acentuada estes resultados surgem dois dados importantes: o primeiro é a percentagem de eleitores que admitem estar ainda indecisos quanto ao sentido de voto que adoptariam, caso as eleições legislativas se realizassem hoje. São 34,2% dos 503 inquiridos ouvidos no barómetro, aqueles que dizem não conseguir escolher os seus representantes. A tomada de decisão poderia influenciar (e inverter) significativamente o resultado final das votações.

O segundo dado é a abstenção. É significativa a percentagem de abstencionistas confessos, que neste barómetro oscilam entre os 40,2% e os 49,2%.

FICHA TÉCNICA

Objectivo:

 

Estudo de opinião realizada pela pitagórica – investigação e estudos de mercado SA, para o jornal i, entre 28 de Junho e 2 de Julho de 2013. Foram realizadas entrevistas telefónicas - Cati por entrevistadores seleccionados e supervisionados, com o objectivo de conhecer a opinião sobre questões políticas e sociais da actualidade nacional.

 

Universo:

O universo é constituído por indivíduos

De ambos os sexos, com 18 ou mais anos

De idade, recenseados em Portugal

E com telefone fixo ou móvel.

 

Recolha de informação:

Foram validadas 503 entrevistas correspondendo a 75,3% das tentativas realizadas.

Foi utilizada uma amostragem por quotas

De sexo, idade e distrito: (homens – 242; mulheres – 261; 18-34 anos: 150; 35-54 anos: 214 e 55 ou mais anos:139; norte: 179; centro 109; Lisboa: 133; Alentejo: 37; Algarve: 19 e ilhas: 26). A geração dos números móveis

A contactar foi aleatória

E a dos números fixos seleccionada aleatoriamente por distrito nas listas telefónicas. Em ambos os casos o entrevistado foi seleccionado de acordo com as quotas estipuladas. No caso da intenção

De voto, são considerados 435 inquiridos após tratamento da abstenção.

Na projecção de voto os indecisos (34,2%) foram distribuídos de forma proporcional.

 

Amostra e erro:

O erro máximo da amostra é de 4,5%, para um grau de probabilidade de 95,5%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na entidade reguladora para a comunicação social.

[*VEJA-TAMBEM*]

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