Pub


Por Jornal i
publicado em 13 Jan 2012 - 03:00
// 

Focus. Impala anuncia à redacção o encerramento da publicação
Fundada em 1999, chega agora ao fim a revista generalista do grupo que edita a revista “Maria”

A administração do grupo Impala comunicou ontem à redacção da revista Focus o fecho da publicação.

A revista semanal era uma edição licenciada da revista alemã homónima. Embora a publicação estrangeira se tenha iniciado em 1993, a edição portuguesa só foi lançada seis anos depois, em 25 de Outubro de 1999. Na altura, a Focus tinha uma tiragem de 60 mil exemplares. Actualmente, a circulação da revista tinha caído para metade.

Mesmo assim, os números das vendas da revista em 2011 foram bem mais animadores do que em 2010.

No ano passado, a circulação paga da Focus - o que inclui vendas em banca, vendas em bloco e as assinaturas em papel -, atingiu os 17 275 exemplares, um subida para os 13 514 exemplares vendidos em 2010. Mas o aumento de 27, 8% num ano não foi suficiente para impedir o seu fecho.

O grupo de media Impala possui 11 revistas. Entre elas a “TV7Dias”, “VIP”, “Nova Gente”, “Maria”, “Ana”, “Segredos Cozinha” e “Linhas & Pontos”. O i sabe que, neste momento, apenas três destas publicações estão seguras no mercado. É o caso da “Maria”, “Nova Gente” e “TV7Dias”, que mantêm um volume de vendas necessário e suficiente para não fecharem, apesar das quebras verificados nos últimos meses.

Sindicato dos Jornalistas Em Dezembro de 2004, o Sindicato dos Jornalistas solicitou a intervenção da Inspecção-Geral de Trabalho na Impala, acusando o grupo de submeter os trabalhadores “a uma continuada violação dos seus direitos e da sua dignidade”. A proibição de sair para o pátio do edifício onde funciona a empresa, aplicada também aos trabalhadores fumadores, o condicionamento do acesso às máquinas automáticas de bebidas e alimentos, e as ameaças de sanções disciplinares devido ao alegado abuso na utilização da internet e dos telefones eram apenas alguns dos factos que motivavam o pedido por parte do sindicato. Outra das denúncias referia-se aos “indícios de tentativas de controlo de critérios editoriais pela administração”, “sendo proposto a alguns jornalistas a realização de “publi-reportagens”. Para além disso, a penalização para quem perdesse o cartão magnético de acessso era de dez euros, valor praticado pela empresa para o novo cartão.




Pub


 

Pub

Pub

Pub

Pub













X
Introduza o seu endereço de e-mail.
Introduza a senha associada ao seu endereço de e-mail.
  • Sign in with Twitter
A carregar