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Por Filipe Morais
publicado em 15 Nov 2012 - 03:00
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Extremistas estragam efeito da greve
Apesar da violência na Assembleia, a primeira greve geral ibérica fica marcada pela forte adesão, incluindo nos Açores e na Madeira

A 24 de Novembro de 1993, cerca de 1500 estudantes protestavam em frente à Assembleia da República contra as propinas, quando uma violenta carga policial carregou sobre estudantes e não só. Foi um dos episódios que marcou os últimos anos do governo de Cavaco Silva e que quase se voltou a repetir ontem, com a carga do corpo de intervenção sobre os milhares de manifestantes que se mantinham à frente da Assembleia, depois da manifestação da CGTP, que juntou ainda os movimentos “Que se lixe a troika” e os Precários Inflexíveis. O corpo de intervenção levou com pedras da calçada, petardos e balões cheios de tinta por mais de uma hora. Nem o aviso por megafone para os manifestantes dispersarem ajudou e foi quando um dos petardos rebentou junto à cabeça de um agente que o cordão de polícias investiu e acabou de vez com a imagem dos protestos pacíficos, levando a cadeia americana CNN a entrar em directo.

Nas ruas à volta do parlamento, o cenário era de caos: a polícia continuou a investir contra grupos de pessoas desde a rua do Poço dos Negros até à avenida D. Carlos I, onde a PSP chegou a efectuar disparos para dispersar os manifestantes. Na rua de S. Bento, um grupo de manifestantes incendiou caixotes de lixo. A situação levou a PSP a emitir uma ordem aos agentes de serviço para que se mantivessem nas esquadras de prevenção e às esquadras da zona da Grande Lisboa para que enviassem para a capital veículos. Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado da PSP, referiu ao i que “em Sintra, por exemplo, só há um veículo em condições para o fazer, não há forma de fazer esse reforço”.

Apesar de as televisões repetirem as imagens dos distúrbios várias vezes, o primeiro-ministro disse ontem não as ter visto, pelo que não quis comentar a carga policial. Segundo o balanço da PSP houve sete detidos e 48 feridos, dos quais 21 são agentes. Só na zona do Cais do Sodré foram identificadas 15 pessoas e houve pelo menos quatro jornalistas feridos.

Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, comentou os confrontos e elogiou a acção da polícia, para sublinhar também que a situação não esteve relacionada com a manifestação da CGTP e que foi obra de “um grupo de profissionais da desordem”.




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