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Por Agência Lusa
publicado em 13 Set 2013 - 15:35
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Escola em Gaia proíbe decotes "excessivos" e saias "demasiado curtas"
Especificando, o regulamento estipula que o aluno tem de se apresentar na escola “asseado, sem exibir roupa interior, decotes excessivos, calças excessivamente descidas ou saias demasiado curtas”

Decotes “excessivos”, calças “excessivamente descidas” ou “saias demasiado curtas” são proibidos aos alunos do Agrupamento de Escolas de Valadares, em Gaia, de acordo com o respetivo regulamento interno, hoje consultado pela Lusa.

Segundo o regulamento, aprovado em janeiro de 2013 pelo Conselho Geral do agrupamento, o aluno deve apresentar-se “com vestuário que se revele adequado, em função da idade, à dignidade do espaço e à especificidade das atividades escolares, no respeito pelas regras estabelecidas na escola”.

Especificando, o regulamento estipula que o aluno tem de se apresentar na escola “asseado, sem exibir roupa interior, decotes excessivos, calças excessivamente descidas ou saias demasiado curtas”.

Já em relação a professores e funcionários, o regulamento não define qualquer “dress code”.

O Conselho Geral é composto por representantes do pessoal docente e não docente, dos pais e encarregados de Educação, dos alunos, do Município e da comunidade local.

O regulamento “surpreendeu” a mãe de uma aluna que este ano letivo vai frequentar aquele agrupamento, que quer saber quem e como se define o que é um decote excessivo ou uma saia demasiado curta.

“Há uma régua para medir, ou fica ao livre critério de cada um?", questionou, com ironia, aquela encarregada de educação, que pediu o anonimato “para evitar problemas” para a filha.

Perguntou ainda por que é que as normas não são extensivas também a professores e funcionários.

Contactado pela Lusa, o diretor do agrupamento, Gil Jorge, disse que está no cargo há apenas um mês, pelo que o teor do regulamento é uma questão que o transcende.

“Qualquer pergunta sobre o teor do regulamento deve ser colocada a quem o aprovou. O que posso dizer é que ele foi discutido e aprovado pelo Conselho Geral e, como tal, está em vigor e é para cumprir”, acrescentou.

Disse ainda que já está a trabalhar na revisão do regulamento, mas não adiantou se a questão do vestuário dos alunos será uma das matérias a alterar.

“Ainda não chegámos lá”, rematou.

Em 2009, a escola básica do 2º e 3º ciclos José Maria dos Santos, em Pinhal Novo, chegou à Assembleia da República, por ter feito uma alteração ao regulamento interno de forma a proibir alunos, professores e funcionários de vestir tops pronunciados, saias muito curtas e calças descaídas.




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