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Por Jornal i
publicado em 26 Jan 2012 - 03:00
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Condutores matreiros. Artimanhas para enganar o balão e os radares
Beber vinagre, comer sal ou mascar cigarros. Afinal qual a receita pouco saborosa que pode evitar as multas?

Beber cinco litros de água de penálti como se tivesse uma bexiga dupla, esconder moedas na boca, trincar folhas de eucalipto, trincar grãos de café, mascar pastilhas de mentol ou o conteúdo de um cigarro ou até fazer chichi antes de soprar. Há sempre quem conheça uma técnica, garantidamente infalível, para aldrabar o resultado do teste do balão. Nada que surpreenda quem anda na estrada a fazer operações stop: todos os dias alguém resolve pôr à prova um novo truque. E alguém sai de lá a pensar que resulta: lamentamos desfazer as ilusões de muitos leitores, mas nenhuma destas mezinhas caseiras tem apoio científico. Se passou no teste com distinção, foi simplesmente porque tinha menos de 0,5 gramas de álcool por litro de sangue. E não porque engoliu um garrafão de água, inspirou e expirou muito depressa antes de soprar, ou trincou limão, café ou até um simples Kit Kat porque ouviu dizer que este chocolate, por ser “o mais gorduroso”, cortava o efeito do álcool.

O 2.o comandante da Unidade Nacional de Trânsito da GNR, tenente-coronel Gabriel Barão Mendes, já perdeu a conta à quantidade de artimanhas usadas pelos condutores antes de fazer o despiste. E até agora não encontrou nenhuma com super-poderes para eliminar o álcool do sangue ou que fosse mais esperta que as máquinas. “O que nos diz a experiência é que nenhuma dessas técnicas altera o resultado do teste.” Podem mudar o hálito, mas não a quantidade de álcool. Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto de Medicina Legal, confirma: “Não há receita caseira que consiga falsear o resultado do equipamento. A quantidade que o aparelho detecta é a quantidade de álcool que a pessoa tem no sangue.”

A única excepção são alguns medicamentos que podem mudar a velocidade de absorção do etanol – mas que, regra geral, são mais prejudiciais que benéficos para os condutores chamados a fazer o teste, já que potenciam o efeito do álcool. Como “a maior parte do álcool é absorvido no intestino delgado”, se tomar um medicamento que acelere as contracções gástricas, por exemplo, “o álcool chegará mais rapidamente ao intestino, produzindo valores mais elevados”, explica.




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