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Por Jornal i
publicado em 12 Nov 2012 - 03:00
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Angela Merkel, seja bem-vinda se vier por bem
Comitiva de empresários que acompanha a chanceler agrada PS e PSD. PCP diz que vêm comprar a ANA e a TAP

Os portugueses são conhecidos pela arte de bem receber, mas hoje, quando aterrar em Lisboa, Angela Merkel poderá ficar sem saber se o dito popular é verdadeiro. Na rua haverá contestação popular para receber a chanceler alemã e até entre os partidos com assento parlamentar a sua visita divide opiniões: o PSD vê nela um voto de confiança, o PS vê o princípio do fim da austeridade e o PCP uma ofensa à soberania nacional. Apenas Merkel saberá ao que vem, mas mesmo antes dela aterrar, os palpites sobre os objectivos políticos da estadia de cinco horas são muitos.

António Rodrigues, deputado do PSD que integra a Comissão de Assuntos Europeus, considera que esta deslocação não é “meramente uma visita política”.

“É importante porque não é só uma visita da chanceler ao país, é uma visita da chanceler com empresários alemães. Isto demonstra duas coisas: confiança em Portugal, porque vem acompanhada de potenciais investidores, e um sinal para a Europa de que o país merece confiança”, disse Rodrigues que acredita que esta visita “é relevante para a sexta avaliação da troika” que – coincidência – começa hoje. O social-democrata crê que sem “a credibilidade que o país tem vindo a adquirir”, os investidores “não poriam cá os pés”.

Também para os socialistas a vinda dos empresários é um bom augúrio, mas por razões diferentes. “Esperamos que a chanceler venha anunciar investimento alemão em Portugal. É isso que o PS espera dos investidores alemães, já que a única maneira de sair da crise é com crescimento económico, emprego e investimento”, disse ao i João Assunção Ribeiro, porta- -voz do Partido Socialista.

Tal cenário parece improvável para o PCP que suspeita que os alemães vêm a Portugal aproveitar as últimas privatizações. “Vêm claramente à procura de empresas altamente rentáveis e lucrativas. Querem a TAP e a ANA. É uma continuação do saque aos recursos nacionais”, afirmou ao i o deputado Jorge Machado. Para os comunistas, esta visita é “uma afronta à dignidade e à soberania nacional” e uma “ingerência” nos assuntos internos do país, “que tem por base interesses da Alemanha” e “nada tem a ver com o estreitamento de relações entre os povos”.




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