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Por Jornal i
publicado em 28 Fev 2012 - 03:00
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Novo “Sun on Sunday” abre guerra publicitária de 12 milhões de euros
Nova edição dominical do “The Sun” vendeu 3 milhões de exemplares e contratou Mourinho

Não será só Rupert Murdoch, dono do “The Sun”, a esfregar as mãos de contente depois de este domingo ter vendido 3 milhões de exemplares da primeira edição do “The Sun on Sunday”: o mercado publicitário inglês prevê uma injecção de 11,8 milhões de euros ao longo de Março só por causa da guerra entre jornais ao domingo.

Murdoch fez uma entrada de leão: para substituir o extinto “News of the World” (que tinha edição dominical e liderava com 2,66 milhões de exemplares vendidos) e também para sacudir a pressão sobre o “The Sun”, que viu cinco dos seus jornalistas detidos por corrupção de agentes da autoridade, o proprietário da News International lançou o “The Sun on Sunday” a metade do preço da concorrência (60 cêntimos). Ao mesmo tempo, prometia um “jornal digno de confiança e respeitador da ética e da deontologia”. O resultado foi a venda de 3 milhões de exemplares (números divulgados por Murdoch no Twitter) levando a quebras na ordem dos 15% a 30% nos seus (agora) mais directos rivais: “Sunday Mirror” (que terá vendido 1,3 milhões de exemplares), “The People” (que vendeu cerca de 560 mil jornais) e, menos, o “Star on Sunday” (550 mil vendidos). Mas a verdade é que, ainda assim, as três publicações continuam a vender-se mais do que vendiam em Julho de 2011, mês em que o “News of the World” foi encerrado pelo escândalo das escutas.

Guerra publicitária A introdução deste novo título dominical abriu uma guerra publicitária que poderá vir a render mais 11,8 milhões de euros ao sector durante o mês de Março. Os analistas dizem que Murdoch vai investir entre 3,5 e 8,3 milhões de euros na campanha promocional da nova publicação, variação que se justifica com a resposta dada pelos rivais. Ou seja, quanto mais aguerrida for a disputa publicitária, mais disposto vai estar Murdoch a passar cheques.

Segundo o “The Guardian”, o principal beneficiário será a cadeia televisiva ITV, que deverá ficar com a principal fatia do investimento. Mas também as rádios serão beneficiadas. A Classic FM, por exemplo, vai publicitar um tablóide, embora Murdoch tenha prometido um jornal menos sensacionalista e com maior relevo para a opinião.




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