Pub


Por Diogo Vaz Pinto
publicado em 11 Mar 2014 - 05:00
// 

Malásia. Muitas hipóteses, poucas certezas e nenhum avião
As autoridades malaias confirmaram ontem que um homem iraniano comprou bilhetes com os passaportes roubados. José Manuel Anes diz que faz sentido pensar num sequestro ao avião que correu mal

Numa altura em que as operações de busca do avião desaparecido da Malaysia Airlines entram no quarto dia, os receios de um possível atentado terrorista mantêm-se, e o especialista em questões de segurança e defesa José Manuel Anes disse ao i que "faz sentido" pensar que por trás do "mistério sem precedentes na aviação" - palavras de Azharuddin Abdul Rahman, director-geral da aviação civil da Malásia - possa estar um "sequestro que correu mal".

O catedrático sublinha o facto de, das 239 pessoas a bordo do Boeing777 que partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim, dois terços serem cidadãos chineses, e lembra o atentado no primeiro dia do mês em que morreram 29 pessoas e outras 130 ficaram feridas num ataque perpetrado por homens vestidos de negro com facas e machetes numa estação de comboios em Kunming, cidade no Sudoeste da China. As autoridades chinesas atribuíram o ataque a separatistas de Xinjiang - uma vasta região no Noroeste da China com maioria de população uigure, de confissão muçulmana. Ontem soube-se também que Taiwan recebeu um alerta sobre possíveis atentados terroristas na China. Segundo o jornal South China Morninbg Post, o líder da agência de segurança da ilha, Tsai De-sheng, adiantou que foram transmitidos a Pequim avisos sobre ataques ao aeroporto da capital chinesa e ao sistema de metro da cidade. Tsai De-sheng não especificou que tipo de ataques seriam, apenas que os avisos foram recebidos depois do atentado de Kunming.

José Manuel Anes refere ainda que a falha no processo de escrutínio dos passaportes no aeroporto de Kuala Lumpur - permitindo que dois passageiros viajassem com identidades falsas (dois passaportes europeus, um italiano e um austríaco, que tinham sido roubados na Tailândia há dois anos, e que, reportado o roubo, tinham entrado na base de dados da Interpol) - se deve a um "aligeirar da vigilância" por parte das autoridades malaias, por uma "falsa sensação de segurança" depois de um grande no esforço de "desradicalização" dos movimentos terroristas que operavam no seu território.

buscas Os responsáveis das equipas de busca e salvamento disseram ontem que a área em que se estão a concentrar os esforços para encontrar o avião irá ser alargada.




Pub


 

Pub

Pub

Pub

Pub

Pub













X
Introduza o seu endereço de e-mail.
Introduza a senha associada ao seu endereço de e-mail.
  • Sign in with Twitter
A carregar