Pub


Por Jornal i
publicado em 21 Dez 2011 - 03:00
// 

Coreia do Norte. Fome, tortura e trabalhos forçados
Há 6 milhões de pessoas em risco de morrer de fome e 200 mil em campos de trabalho, diz HRW

A Coreia do Norte continua a violar sistematicamente os direitos mais básicos da sua população. Apesar de ter assinado quatro tratados internacionais de direitos humanos, mantém cerca de 200 mil pessoas detidas em campos de trabalhos forçados, recorrendo à tortura sistemática e às execuções públicas, garante a Human Rights Watch (HRW), ao antecipar, ontem, parte da informação incluída no seu “World Report 2012”, a lançar em Janeiro.

“Kim Jong-il será lembrado como o supervisor brutal de uma opressão sistemática em massa que inclui o desejo de deixar o seu povo morrer de fome”, afirma o director-executivo da HRW, Kenneth Roth, em comunicado, pedindo aos governos de todo o mundo que aproveitem a morte daquele que foi o líder norte-coreano durante 17 anos para exercer pressão sobre o seu sucessor. O legado do Querido Líder, diz Roth, inclui dezenas de milhares de mortos em campos de trabalhos, onde ainda hoje se calcula que estejam detidas 200 mil pessoas em condições infra-humanas, a morrer à fome e a sofrer abusos brutais.

No tristemente célebre campo de Yodok, no Norte do país, onde chega a haver três gerações de prisioneiros da mesma família – as faltas de um norte-coreano repercutem-se directamente nos seus familiares mais próximos até aos netos –, é normal haver jornadas de 12 horas de trabalho e poucos alimentos. A Amnistia Internacional (AI) diz que as condições nos campos de trabalho norte-coreanos são as piores que a organização não governamental já registou no seu meio século de existência.

Durante anos, o governo da Coreia do Norte negou a existência desses campos, chamados kwanliso – “lugares de controlo e gestão”. Nos últimos tempos deixou de o fazer. “São lugares ocultos da vista do mundo, onde quase toda a protecção de direitos humanos que o direito internacional tentou estabelecer nos últimos 60 anos são ignorados”, dizia em Maio o director da AI para a Ásia e o Pacífico.

“Era uma vida de trabalho duro”, onde “30% dos novos prisioneiros morriam. Estávamos tão mal nutridos que comíamos ratos e minhocas para sobreviver”, contou à BBC Kang Cheol-hwan. Este dissidente norte-coreano que fugiu para a Coreia do Sul esteve detido no campo de trabalho n.o 15, situado em Yodok.




Pub


 

Pub

Pub

Pub

Pub

Pub













X
Introduza o seu endereço de e-mail.
Introduza a senha associada ao seu endereço de e-mail.
  • Sign in with Twitter
A carregar