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Por Jornal i
publicado em 25 Jan 2012 - 03:00
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BBC gastou quase 400 mil euros em detectives privados entre 2005 e 2011
Um dos investigadores contratados já tinha sido condenado por obter informação pessoal

Nem o facto de o extinto “News of the World” ser um tablóide evitou o espanto geral quando se descobriu que a publicação detida Ruppert Murdoch tinha contratado detectives para escutar figuras públicas. Mas o que dizer quando a BBC, considerada um bastião da deontologia jornalística, admite que também contratou detectives privados?

A revelação foi feita esta segunda-feira pelo director-geral da estação, Mark Thompson, que admitiu que a empresa gastou 310 mil libras (371,5 mil euros ao câmbio actual) na contratação de detectives privados, entre 2005 e 2011, tendo sido usados em 232 ocasiões, o que dá uma média de 38 detectives contratados por anos, a um custo médio de 1600 euros por contratação .

E com um pormenor adicional: um dos investigadores, contratado em 2001, Steve Whittamore, já tinha sido condenado num processo por obtenção ilegal de dados pessoais, quando a BBC fazia uma reportagem sobre pedófilos, numa reportagem que acabou por nunca ser exibida, mas que tentava explicar como os pedófilos condenados em Inglaterra conseguiam trabalhar com crianças no estrangeiro. Mark Thompson justificou o uso deste “modus operandi” com o argumento do “forte interesse público” da notícia.

Mas o director-geral negou que a estação alguma vez “tenha feito escutas ilegais”. E explicou também que a maior parte das vezes em que a BBC recorreu a investigadores privados deveu-se “à necessidade de ter vigilância e garantir a segurança dos jornalistas”.

A revelação de Mark Thompson foi feita na comissão de inquérito dirigida por Lorde Leveson, que visa perceber se se deve criar legislação regulatória para a imprensa britânica, que actualmente funciona em regime de auto-regulação. E tem como ponto de partida o escândalo das escutas detectado no “News of the World”, que acabou por ser extinto, após décadas de existência. Apesar de não reconhecer o delito, a News Corp, empresa de Murdoch, já pagou indemnizações a alguns dos visados das escutas.

Sobre a regulação do jornalismo em Inglaterra, o director-geral da BBC explicou ao juiz Leveson que “este país sempre beneficiou de um âmbito alargado de vários meios de comunicação social, fundados por razões diferentes e com diferentes objectivos”.




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