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Por Miguel Branco
publicado em 11 Fev 2014 - 09:53
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Banda desenhada. Dez títulos obrigatórios para 2014

Já estamos em Fevereiro, é certo, mas ainda vamos a tempo de destacar dez BD que não deve perder este ano. Para tal pedimos uma mãozinha às editoras Devir e Polvo, bem como à loja BD Mania, que nos deram uma ajuda preciosa. Há espaço para tudo, de Craig Thompson a José Carlos Fernandes, sem esquecer os comics e os mangás

“The Fade Out”, de Ed Brubaker e Sean Phillips
Um americano e um inglês a trabalharem juntos? Coisa para, no mínimo, franzir o sobrolho. Mas neste caso é escusado, até porque Brubaker e Phillips já deram provas de que entre eles não há rivalidades desse género – já fizeram um punhado de obras juntos, como “Criminal” e “Fatale”. Tudo histórias de crime, a que dão seguimento com “The Fade Out”, um enredo passado na década de 40 em Hollywood, com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo.

“Noah”, de Ari Handel e Niko Henrichon
O filme realizado por Darren Aronofsky estreia-se em Portugal no próximo dia 27 de Março e conta com Russell Crowe e Emma Watson nos principais papéis. Ari Handelé um dos guionistas e com a ajuda de Niko Henrichon adapta esta versão para quadradinhos de Noé, o herói bíblico que construiu uma arca para salvar a humanidade de um dilúvio. Algo suficiente para fazer uma competição à moda antiga e ver quem ganha: a sétima ou a nona arte?

“A Cidade Suspensa”, de Penim Loureiro
Um grupo de amigos desencontrados por difíceis infortúnios da vida decide reunir-se para recordar os velhos tempos. Uma viagem arqueológica pelas paisagens do Sara pareceu-lhes boa ideia, mas depressa se aperceberam do contrário. As peripécias fazem parte e o sangue está à mistura. De volta a Lisboa, a investigação aos incidentes ganha dimensão e a coisa pode ficar feia. Uma obra de Penim Loureiro que promete dar que falar.

“Habibi”, de Craig Thompson
Esperemos que o leitor não leve a mal, mas esta é daquelas obras que tinham
de estar presentes. Afinal, falamos de Craig Thompson, um dos autores mais conhecidos do mundo. “Habibi” tem lugar numa paisagem ficcional islâmica e aborda a relação entre Dodola e Zam, duas crianças fugitivas que foram feitas escravas. Com novos nomes e os corpos em modificação vão sentir-se quase como estranhos quando por fim se encontrarem.

“Starlight”, de Mark Millar e Goran Parlov
Também não poderíamos deixar de falar em Mark Millar. Este escocês é um dos autores mais premiados e as suas obras são sempre um sucesso nos Estados Unidos. Millar é autor da série “Wanted”, que deu em filme de Timur Bekmambetov com James McAvoy, Angelina Jolie e Morgan Freeman. O seu mais recente livro é uma homenagem à ficção científica do tempo de Flash Gordon. Quanto a Parlov, é um autor croata que trabalha pela primeira vez com Miller.

“A Pior Banda do Mundo”, de José Carlos Fernandes
Mais uma moeda, mais uma voltinha. “A Pior Banda do Mundo” é a obra mais premiada da banda desenhada portuguesa, da autoria de José Carlos Fernandes. Trata-se de uma série que originalmente ocupou as páginas de seis números, que vão ser agora reeditados numa versão de dois volumes. Esta história recria uma cidade sem nome e uma banda de cinco músicos com queda para o jazz. Infelizmente, e apesar do esforço, esta banda com 30 anos de ensaios nunca deu um concerto. A vida é injusta.

“Death Note”, de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata
Um dos mangás mais apreciados em Portugal não podia deixar de ter um novo capítulo. “Death Note” chega ao oitavo volume com cada vez mais fãs. Light Yagami é um aluno aplicado, sem grandes motivos de interesse na vida, até que encontra um Death Note, um caderno deixado ao acaso na Terra por um Shinigami, um deus da morte. Depois disso decide, através do mesmo, tentar combater o mal do universo. Mas, tal como na vida do épico Frodo Baggins, a coisa pode não correr como Light espera.

“Naruto 3”, de Masashi Kishimoto
Altura para os fanáticos respirarem de alívio. Aliás, isto é mais do que motivo para celebração – sugerimos uma imperial à beira-mar ou coisa do género. É que a enorme legião de fãs do mangá mais famoso em terras portuguesas já vai poder comprar o terceiro volume de “Naruto”. O jovem ninja continuará desajeitado? Não se sabe ao certo, mas diga-se que é coisa difícil de mudar. Contudo, não quer dizer que não tenha evoluído na sua arte e não esteja mais perto de se tornar o maior ninja da aldeia. Antes pelo contrário.

“Blue Exorcist”, de Kazue Kato
Rin Okumura é um jovem que nunca conheceu o seu verdadeiro pai. Criado pelo padre Fujimoto, um poderoso exorcista, Rin descobre a certa altura que o sangue de Satã, o Senhor dos Demónios, está dentro de si. Para lutar contra isto é obrigado a tornar-se,
ele também, um exorcista, de modo que os demónios não façam de si um servo do Diabo – nada disso. A linha é demasiado ténue, por isso o melhor é proteger-se dos males que aí vêm. As desventuras de “Blue Exorcist” chegam finalmente às lojas para júbilo de muitos.

“Copacabana”, de Lobo e Odyr
Uma vida de dia, outra de noite. Além de que, diga-se, Copacabana já foi bem mais chique e, convém também dizer, mais segura do que é hoje em dia. O trabalho destes dois autores brasileiros percorre os caminhos de uma prostituta de nome Diana, enrascada em esquemas que giram em torno do dinheiro, da heroína, do crime, tudo nas melhores das companhias, claro. A beleza fugaz e a luxúria debatem-se contra a miséria e a corrupção. Diana percorre estes trilhos onde foi parar num golpe que deu para o torto. Salve-se quem puder.




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