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Por Beatriz Silva
publicado em 12 Dez 2012 - 03:00
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Neuromarketing. A nova ciência da publicidade

Os hábitos dos consumidores estão em constante mudança, o que obriga as grandes empresas de publicidade a acompanhar essa evolução. Hoje, já não é possível basearem-se apenas em estudos feitos em entrevista, focus grupos ou através de inquéritos. Se uma empresa quer ter sucesso na venda de produtos, não deve ignorar os sentimentos e emoções do consumidor.

É o que defende Joaquim Reis, Coordenador do mestrado executivo em Neuromarketing do IPAM – The Marketing School, ao i. Para o responsável, todas as empresas de publicidade deveriam utilizar o neuromarketing para estudar os consumidores. “As empresas de publicidade já deveriam ter isso, todas sem excepção. Tudo o que tem a ver com estudos de consumo, estudos de atenção, estudos de tomada de decisão e estudo das emoções e o papel da emoções e dos sentimentos nas escolhas das marcas ou nas ligações às marcas, tem de entrar com estas medidas”, reforça.

Em Portugal, já há algumas empresas a implementar este método, no entanto, é nos Estados Unidos que se verifica a utilização de todas as ferramentas do neuromarketing. “ A Coca-Cola e a Google já utilizam estes métodos”, garante Joaquim Reis.

Apesar de ser recente (2004), o neuromarketing é uma disciplina que combina conhecimentos em duas áreas, que embora distintas, não são estanques – a neurociência e o marketing.

“É uma disciplina científica que utiliza medidas biométricas, ou seja, medidas do funcionamento do sistema nervoso central e do cérebro”, explica ao i o responsável. No que refere ao marketing, o que se verifica actualmente é uma segmentação, e consequentemente uma necessidade de responder aos desejos individuais dos consumidores.

”Não utilizar estas medidas [aplicadas pelo neuromarketing] é um pouco como a medicina moderna não utilizar a psicologia para ajudar os doentes. Amputar os dados dos estudos biológicos é amputar, de facto, esta nova disciplina”, reforça o professor do IPAM.

O neuromarketing consiste em encarar o cérebro humano como um órgão de tomadas de decisão. Para isso, começou-se a usar ferramentas, já existentes, mas com um diferente propósito: os novos sistemas de electroencefalograma, com a ajuda de uma tecnologia já usada pela publicidade - o Eyetracking - óculos ligados via wirless a um computador, que permite saber quais são as áreas da mente que são activadas quando os indivíduos estão expostos a determinadas marcas ou produtos.




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