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Por Ana Suspiro
publicado em 14 Fev 2013 - 03:00
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Gasolina portuguesa é a quinta mais cara numa lista de 60 países
A Bloomberg fez as contas ao preço e ao peso da factura no rendimento diário, “a dor na bomba”

Dizer que os combustíveis nacionais estão entre os mais caros da Europa não é propriamente novidade, mas uma lista divulgada pela agência Bloomberg revela que os preços altos em Portugal se distinguem também na comparação mundial.


Numa lista de cerca de 60 países, a gasolina portuguesa surge como tendo o quinto preço mais alto, ultrapassado pela Turquia, Noruega, Holanda e Itália. Em sexto lugar está a Grécia.


As contas da Bloomberg são feitas ao preço final do galão, medida usada nos Estados Unidos que equivale a cerca de 3,78 litros e que por cá custa 8,82 dólares (6,57 euros). Os dados só estão disponíveis para a gasolina que não é o combustível mais usado em Portugal, e calculam ainda o ranking de “dor na bomba”, a partir da percentagem dos gastos diários que vai para o combustível. Neste indicador o preço nacional está em 17º lugar numa lista que é liderada pelo Paquistão.


A Bloomberg atribui o preço português à elevada carga fiscal, o que é particularmente verdade na gasolina, sobretudo face a Espanha que está em 22º lugar nesta lista. Os Estados Unidos estão em 51º lugar e a gasolina mais barata pode ser comprada na Venezuela. As contas foram feitas entre 3 e 18 Janeiro deste ano.


Já os dados mais recentes da União Europeia, de Fevereiro, não confirmam a nota nacional. Ao nível do preço final, Portugal tinha a oitava gasolina e o 10º gasóleos mais caros por litro. Sem impostos, o diesel nacional era o quarto mais caro.


Ontem, o APETRO (Associação das Empresas Petrolíferas) reconheceu que os preços nacionais se situam um pouco acima da média dos 27 e dos países da zona euro, mas atribuiu essa situação à “dimensão e às características do mercado português”. Num comunicado sobre o mercado de combustíveis em 2012, a APETRO lembra que o elemento com maior peso no preço é a carga fiscal e alerta para a contínua queda no consumo que “exerce uma enorme pressão sobre as margens”.

Desde 2010, as vendas de gasolina afundaram 18% e as de gasóleo recuaram 14%. A única excepção é o GPL auto (Gás de Petróleo Liquefeito) cuja procura cresceu 7% em 2012.




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