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Por Agência Lusa
publicado em 31 Out 2013 - 17:50
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Europa arrisca-se a ter ditaduras se prosseguir austeridade cega
O antigo ministro da Economia do Governo PSD/CDS defendeu também um papel mais ativo do Banco Central Europeu

O antigo ministro da Economia do atual Governo Álvaro Santos Pereira afirmou hoje que a Europa “se arrisca a ter novamente ditaduras” se se insistir no caminho da "austeridade cega" e se não houver uma solução europeia.

“Se não tivermos uma solução europeia, arriscamo-nos a ter novamente ditaduras na Europa”, afirmou hoje Santos Pereira numa conferência em Lisboa organizada pela revista Exame, acrescentando que o caminho da “austeridade cega” vai exaltar “os extremismos” europeus.

O antigo governante disse ainda que “a Europa só tem ministro das Finanças”, considerando que “mais cedo ou mais tarde [isso] não vai funcionar”.

“Toda a gente na Europa se preocupa com tesouraria. A Europa só tem ministro das Finanças, só tem Ecofin [ministros das Finanças da União Europeia] e Eurogrupo [ministros das Finanças da zona euro] e, quando só há ministro das Finanças, mais cedo ou mais tarde não vai funcionar”, defendeu.

Álvaro Santos Pereira começou a sua intervenção por referir “as vantagens” de já não estar no Governo, dizendo que podia “falar abertamente” sobre o que pensa e o que deve ser feito.

O economista elogiou os sinais positivos de recuperação que começam a surgir e defendeu que “há reformas que já estão feitas” e das quais os futuros governos vão beneficiar.

Sublinhando que “o país faliu em 2011”, Santos Pereira destacou ainda que os principais fatores de risco para as finanças públicas a longo prazo são a quebra da natalidade, o aumento da emigração e o aumento do desemprego.

O antigo ministro da Economia do Governo PSD/CDS defendeu também um papel mais ativo do Banco Central Europeu, considerando que “a união monetária não está a funcionar”.

“Dizem que as regras têm de ser iguais para todos por razões de concorrência [mas] onde é que está a concorrência aqui? A união monetária é igual para todos mas é mais igual para uns do que para outros e é mais igual para umas empresas do que para outras”, criticou.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico




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