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Por Agência Lusa
publicado em 10 Out 2013 - 08:56
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Draghi diz que críticos dos EUA estavam "errados" sobre colapso do euro
Para o presidente do BCE, os críticos estavam errados de uma forma ainda mais fundamental por terem "subestimado a profundidade do compromisso dos europeus para com o euro"

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou esta noite, nos Estados Unidos, que os críticos norte-americanos subestimaram o compromisso dos europeus com a moeda única e estavam "errados" quando pensaram que esta ia entrar em colapso.

"Nos dias negros da crise, muitos comentadores deste lado do Atlântico olharam para a zona euro e estavam convencidos de que iria fracassar. Eles estavam errados na sua visão macro a médio prazo", disse Draghi, no discurso que proferiu na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A zona euro, sublinhou, criou "mais 600 mil postos de trabalho do que os Estados Unidos desde 1999" e, apesar da taxa de desemprego "ter crescido mais na zona euro do que nos Estados Unidos durante a crise", a taxa de emprego nos Estados Unidos "caiu ainda mais do que na zona euro", o que torna difícil uma comparação entre os dados.

Para o presidente do BCE, os críticos estavam errados de uma forma ainda mais fundamental por terem "subestimado a profundidade do compromisso dos europeus para com o euro", o qual "confundiram com um regime de câmbio fixo, quando, na verdade, é uma moeda única irreversível" porque "nasceu do compromisso das nações europeias no sentido de uma maior integração".

"Compromisso que, como reconheceu o comité do prémio Nobel no ano passado, tem raízes no nosso desejo de paz, segurança e de transcender as diferenças nacionais", sublinhou Mario Draghi.

Em termos globais, "as mudanças que estão a ter lugar na zona euro estão a tornar a nossa união monetária mais robusta", avaliou.

"A nível nacional, a consolidação [orçamental] e as reformas estruturais estão a ajudar a maioria dos países a alcançar um posicionamento externo sustentável", enquanto, no plano europeu, "estamos a aproximar-nos de um equilíbrio de competências, as quais, se combinadas, devem proporcionar uma estabilização mais eficaz", realçou Draghi.

"Se olharmos para os Estados Unidos vemos que reforçou a sua união em diferentes estágios, com cada uma deles a gerar, eventualmente, o seguinte. A criação de um Sistema de Reserva Federal, em 1913, por exemplo, foi seguida, 20 anos depois, pelo estabelecimento do FDIC [Federal Deposit Insurance Corp, regulador do setor bancário], um pilar chave da união bancária da América", exemplificou Draghi.




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