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Por João D' Espiney
publicado em 18 Out 2013 - 05:00
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Despesas com gabinetes do governo aumentam 1,3 milhões de euros
Gastos governamentais sobem 1,3 milhões face a 2013 e 3,3 a 2012

As despesas dos gabinetes dos 56 membros que compõem o actual governo totalizam os 50,6 milhões de euros, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2014. Este montante representa um acréscimo de 1,3 milhões de euros em relação ao OE de 2013 e de 3,3 milhões em relação ao OE de 2012, o primeiro elaborado pelo executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

O i confrontou o gabinete do primeiro--ministro com estes dados e tentou obter um comentário, mas até à hora de fecho desta edição não obteve qualquer resposta.

O crescimento dos gastos dos ministros e secretários Estado e do seu staff político e técnico pode ser explicado pelo aumento do número de elementos que passaram a integrar o executivo com a remodelação do final de Julho. Um acréscimo que anula até o efeito dos cortes salariais previstos para o ano.

Até então o governo era composto por 48 membros, mas com a (sétima) remodelação e o fim dos superministérios da Economia e da Agricultura, o executivo passou a contar com 56 membros, um número até superior aos 55 dos últimos executivos de José Sócrates.

Pedro Passos Coelho foi um dos que criticaram precisamente a dimensão dos governos socialistas. Em 2011, em vésperas das eleições legislativas, o então líder do PSD chegou a afirmar: "Não podemos ter um governo com 16 ministros mais dezenas de secretários de Estado. Temos de ter um governo que se possa sentar à volta da mesa e que, com o primeiro-ministro, possa responder pelas decisões que são tomadas. E isto pode fazer-se com um governo muito mais pequeno e com um número de ministros não superior a dez."

PCM e Finanças são os que mais sobem A análise do i aos mapas que acompanham a proposta de Orçamento do Estado para 2014 permitiu concluir que os gastos dos 14 governantes incluídos, do ponto de vista contabilístico, na Presidência do Conselho de Ministros totalizam os 13,9 milhões de euros. Este valor representa um agravamento de 2,3 milhões em relação às despesas dos dez que estavam nos mapas da PCM em 2013 (ver nota metodológica ao lado).




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