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Por Diogo Pombo
publicado em 31 Maio 2013 - 13:15
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Chip. Aperto de mão vem substituir dinheiro e cartões
Uma fabricante de jóias britânica quer aproximar as pessoas com uma nova divisa monetária: high-fives, abraços e sapateado

A montra parece-lhe bem e decide entrar. É uma loja de roupa. Passeia um pouco, olha em redor e pára diante de uma camisola do seu agrado. Experimenta-a, vê que assenta bem e decide que é para comprar. Aproxima-se do balcão, dá um aperto de mão ao lojista, pega no saco de compra e pronto. Sem notas, moedas ou cartões de crédito envolvidos. Não é um roubo, mas antes um truque que está em dois chips - um colocado perto da sua mão, na manga da camisa, por exemplo, e outro na do vendedor. Tudo isto implica contacto físico e é isso que a criadora do Money No Object pretende, porque sente falta da "mais valiosa divisa física de todas: o toque humano".

E não só de apertos de mão se faz esta ideia. Além da tradicional forma de cumprimentar, o projecto prevê o abraço, o high-five e um breve sapateado como formas de concretizar uma transacção financeira. São quatros gestos físicos à escolha, com um objectivo tão claro como inusitado: "tornar as transacções divertidas, edificantes e com significado", explicou Heidi Hinder ao i. Uma diversão que preferiu classificar como "uma nova luz" dirigida às pessoas.

A missão que se propôs quer convencer as pessoas a deixarem o dinheiro físico em casa e a pagarem com apertos de mão, abraços ou um passo de dança qualquer coisa que comprem. "É um método de pagamento adicional, alternativo e mais enriquecedor", defende Heidi.

A missão mais fácil do projecto até estará no lado da tecnologia a usar. O método implica a utilização de chips, como se de etiquetas se tratasse. A técnica em causa denomina-se Identificação por Radiofrequência, ou RFID, na sua sigla inglesa. Os chips contêm dados que são identificados automaticamente por um outro chip, que serve de leitor - colocado do lado do vendedor/lojista - através da transmissão de sinais por via rádio. Ao detectar o chip, o leitor acciona a transacção depois de ter acesso aos dados da conta do utilizador. A autora do projecto sublinha que a fórmula "é muito segura" e apresenta um "enorme potencial".

Para o comum dos cidadãos, a tecnologia "seria bastante rentável" e custaria uma libra ou 1,16 euros.




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