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Por Carlos Diogo Santos e Luís Rosa
publicado em 22 Ago 2013 - 05:00
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BdP preocupado com arguidos da Escom no caso dos submarinos
Regulador manifesta preocupação a Ricardo Salgado com a alegada "concordância" do GES sobre os indícios imputados aos gestores da Escom

O presidente executivo do Grupo Espírito Santo (GES), Ricardo Salgado, foi ontem contactado pelo Banco de Portugal depois de o jornal i ter noticiado em exclusivo que Helder Bataglia, líder da Escom, e dois administradores da mesma empresa (Luís Horta e Costa e Pedro Ferreira Neto) são arguidos no chamado processo dos submarinos por indícios de corrupção activa, tráfico de influência e branqueamento de capitais.

Ricardo Salgado, ao que o i apurou, foi informado da preocupação com que a instituição liderada por Carlos Costa está a acompanhar a investigação do DCIAP. Apesar de a Escom ser uma empresa da área não financeira do GES, o comunicado que o conselho de administração da Escom enviou para o i fez soar as luzes vermelhas na rua do Ouro, em Lisboa.

A administração liderada por Helder Bataglia refere no último ponto do comunicado que os gestores constituídos arguidos "sempre actuaram com total conhecimento e concordância dos seus então accionistas - e de outra forma não poderia ser". Os indícios recolhidos pelo DCIAP estão, no entendimento da Escom, relacionados com a "distribuição de resultados a títulos de prémios, remunerações ou distribuição de dividendos" - visão com a qual os procuradores do DCIAP discordam.

Contudo, a referência ao "conhecimento" e "concordância" por parte do GES significa que quaisquer actos que sejam imputados a Bataglia, Luís Horta e Costa e Pedro Ferreira Neto terão sido, segundo estes gestores, autorizados pelo grupo liderado por Ricardo Salgado que detinha 75% do capital social da Escom à data da adjudicação da compra de dois submarinos ao German Submarine Consortium pelo governo de Santana Lopes.

Foi esta responsabilização do GES que motivou a preocupação do Banco de Portugal (BdP). O regulador do sector bancário espera agora que Ricardo Salgado clarifique a intervenção do grupo no caso dos submarinos.

Contactada pelo i, fonte oficial do BdP não fez qualquer comentário. O i contactou ainda o GES para obter um comentário ao comunicado do conselho de administração da Escom, mas não houve resposta até à hora do fecho desta edição.

A Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) também não quis comentar, esclarecendo, porém, através da sua porta-voz, que "o assunto não se insere no âmbito das competências da CMVM."

Escom colabora com Justiça O comunicado do conselho de administração da Escom deixa em aberto a possibilidade dos gestores constituídos arguidos colaborarem com o DCIAP.




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