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Banqueiros portugueses estão no top europeu dos mais bem pagos

Banqueiros portugueses estão no top europeu dos mais bem pagos

15/07/2013 00:00:00
Onze banqueiros ganharam, em média, 1,6 milhões de euros em 2011. Esta é a 8.ª remuneração mais elevada numa lista de 19 países

Portugal tinha 11 banqueiros a ganhar mais de um milhão de euros em 2011, menos dois do que em 2010. Cada um deles auferiu, em média, 1,6 milhões, o que coloca o país no oitavo lugar de um ranking com 19 países.

O relatório divulgado ontem pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), com base na informação disponibilizada pelos bancos centrais, revela que o ranking é liderado por Espanha, Grécia e Áustria. Os 125 banqueiros espanhóis com salários acima de um milhão de euros receberam, em média, 2,4 milhões de euros em 2011, o que representa um acréscimo de 182 678 euros em relação à remuneração média auferida em 2010.

A banca espanhola está sob resgate da União Europeia e FMI desde 2012.

De acordo com a análise do i aos números da EBA, numa lista de 18 países (com dados comparáveis), em sete verificou-se um aumento da remuneração média dos banqueiros. Portugal surge em sexto lugar nesta lista com um acréscimo de 142 405 euros face a 2010.

A informação cobre todos os bancos a operar em cada país, incluindo sucursais e filiais de grupos da União Europeia. A EBA não revela o número total de banqueiros cujo salários foram analisados em cada país. A análise surge na sequência do reforço das políticas europeias de supervisão sobre a banca e sobre os prémios pagos no sector, sobretudo após a crise financeira que obrigou vários estados a nacionalizarem e/ou financiarem bancos em dificuldades.

As maiores subidas nas remunerações verificaram-se na Eslováquia, Chipre e Áustria. Em sentido oposto, o Reino Unido, Itália e Noruega foram aqueles em que a remuneração média mais caiu em relação ao ano anterior.

A lista dos países com o maior número de banqueiros a ganhar mais de um milhão de euros continua a ser liderada, e por larga margem, pelo Reino Unido com um total de 2436. Ainda assim, este número representou a segunda maior diminuição em relação ao ano anterior. A maior quebra (-130) ocorreu em França, que passou a ser o terceiro em termos absolutos com 162. Os franceses foram ultrapassados pela Alemanha que, apesar de ter perdido 25 executivos com este nível salarial, ainda ficou com 170 em 2011. Nesta tabela, Portugal aparece em 11º lugar à frente de países como a Áustria (10), Luxemburgo (10), Bélgica (8), Finlândia (5), Chipre (4), Polónia (4) e Grécia (2) e atrás da Itália (96), Holanda (36), Dinamarca (33), Irlanda (21), Noruega (19) e Suécia (15).

Se olharmos para a variação face a 2010, chegamos à conclusão de que nove países viram o número de banqueiros com salários elevados a diminuir, sete a aumentar e dois mantiveram. Neste ranking, Portugal surge em nono lugar dos que mais perderam. A Noruega foi o país em que aumentou este número (+14), seguida pelo Luxemburgo e Dinamarca (+4).

Portugal aparece também dentro do top ten no que toca ao ranking do peso das remunerações variáveis em relação ao total das remunerações. Em 2011, os banqueiros portugueses auferiram 12,4 milhões em remunerações variáveis (menos 722 639 euros do que em 2010), o que representou 71% do total das remunerações. Esta lista é liderada pela Bélgica com 118%, Eslováquia (95%), França (79%), Reino Unido (78%), Irlanda (77%), Polónia (73%) e a Alemanha (72%). A Espanha surge atrás de Portugal com 65%.

Em termos absolutos, os banqueiros ingleses lideram destacadíssimos com um total de 2,7 mil milhões em bónus auferidos em 2011, menos 2,1 mil milhões do que em 2010. Entre os 13 países em que as remunerações variáveis mais caíram a França lidera a tabela com menos 246,6 milhões para 202 milhões, seguida pela Itália (menos 78,4 para 75), e a Alemanha (72,3 para 226). Com Ana Suspiro

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