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Por Jornal i
publicado em 8 Mar 2012 - 20:47
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Sporting. Calcanhar de Xandão ajuda e de que maneira
Uma obra-prima do brasileiro desequilibra a eliminatória a favor do Sporting. Daqui a uma semana em Manchester, vale o empate para garantir a presença nos quartos-de-final

Quem? O Sporting. O quê? Ganhou ao Manchester City por 1-0 com um golo de Xandão aos 51 minutos. Quando? Ontem à tarde. Onde? Em Alvalade. É assim, duas linhas bastam para responder às quatro perguntas típicas do lead de uma notícia que devem constar no primeiro parágrafo.

O como e o porquê vêm depois e fazem o corpo da notícia. Começam pelo mais importante e acabam no menos relevante, baseado numa estrutura de pirâmide invertida. Como a lógica deste jogo. O Manchester City era favorito, havia quem profetizasse uma humilhação e só no banco de suplentes havia dois jogadores (Nasri e Balotelli) cujas contratações custaram praticamente o mesmo que todos os jogadores que o Sporting tem no plantel. Então como foi possível?

Sá Pinto tinha dado o aviso. Era preciso acreditar. Os leões não caíram no erro de jogar de igual para igual. Construíram uma estratégia e seguiram-na, mesmo que isso significasse, pela primeira vez esta época, não ter mais do que 50% de posse de bola. Com a equipa recuada, fechando as linhas de passe no terço defensivo, o Sporting deu a iniciativa do jogo. Tudo estava dependente da concentração e na capacidade física dos jogadores de correrem atrás da bola. Os leões souberam-no fazer. Faltava a segunda parte da estratégia: saber criar desequilíbrios assim que recuperavam a bola. Era preciso sair rápido para o ataque e com segurança, de forma a não ser apanhado em contra-pé. Correu na perfeição. O Manchester City não conseguiu encontrar buracos na defesa leonina, muito por culpa das excelentes exibições de Polga (é verdade, pôs Agüero no bolso) e Xandão (segurou Dzeko e ainda foi lá à frente marcar o golo da vitória). À frente, também havia apoios. Carriço soube posicionar-se (as deambulações de David Silva eram um perigo constante) e Schaars esteve irrepreensível na pressão.

Quando a campainha tocava para partir para o ataque, percebia-se que a equipa sabia o que fazer. Matías Fernández foi o grande dinamizador. O chileno desequilibrou no 1x1 e ajudou a criar situações de perigo. João Pereira subiu pelo flanco direito para ameaçar mas o golo não chegou.





 

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