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Por Jornal i
publicado em 8 Mar 2012 - 03:00
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Peyton Manning. Fim de uma era, início de um desafio
Foi dispensado pelos Indianapolis Colts ao fim de 14 anos. Agora vai tentar ser o primeiro quarterback campeão por duas equipas diferentes

De visita a Indianápolis, ainda antes de saber onde iria parar, Peyton Manning perguntou a Bill Polian, presidente dos Colts, se já tomara uma decisão. A primeira escolha pertencia-lhes e a dúvida repartia-se entre dois nomes: Manning e Ryan Leaf, quarterback de Washington State. Polian não tinha uma resposta para dar, mas o jovem fez-lhe um aviso. “Bem, a coisa é assim: ‘Se vocês quiserem escolher-me, gostaria mesmo de vir para Indianápolis. Se não o fizerem, vou dar cabo de vocês nos próximos 15 anos.”

O draft de 1998 aproximava-se. A convicção de Manning, acabado de sair da Universidade do Tennessee, convenceu os Colts. “Queres aceitar este fardo, ser o responsável por mudar esta equipa?”, perguntou Polian. “Sim, quero.” Depois apertou a mão de Jim Irsay, o dono da equipa, com toda a firmeza. Olhou-o nos olhos e disse: “Vou ganhar para si.”

Os Colts não eram campeões da NFL desde 1970, quando ainda estavam em Baltimore. Em Indiana não tinham sequer dado o último passo para chegar ao Super Bowl. A chegada de Manning dava aos adeptos outra esperança. A equipa vinha de uma época com 13 derrotas e apenas três vitórias, o pior registo de toda a liga. Com o novo quarterback tudo mudaria, dizia-se. Com o novo quarterback, no início, nada mudou. Em 1998, os Colts repetiram os resultados da temporada anterior. Peyton ainda não estava no ponto, mas o fracasso ajudá-lo-ia a crescer.

A previsão confirmou-se. No ano seguinte, a equipa do Indiana passou de 3-13 para 13-3, uma diferença de dez vitórias. Foi a maior reviravolta na classificação de uma época para a outra na história da NFL. E Manning era o maior responsável por isso. Estudava o jogo até ao limite, passava horas e horas a rever gravações para perceber que pontos podia explorar nos adversários. Era obsessivo com a preparação. No fundo só se interessava pelo futebol americano – além da família. Tudo o resto era acessório.

Nos primeiros cinco anos, os Colts foram três vezes aos playoffs. Mas no momento decisivo Peyton não era capaz de fazer a diferença. Por isso a primeira vitória na fase a eliminar surgiu apenas em Janeiro de 2004, num jogo com os Denver Broncos (41-10).





 

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