Pub


Por Jornal i
publicado em 10 Mar 2012 - 03:00
// 

As mulheres também sabem jogar. Só precisam de mais atenção
Futebol feminino está a crescer no mundo. Em Portugal, há uma equipa que vai à procura do 11.º título consecutivo no campeonato

O futebol como o conhecemos nasceu em Inglaterra. É lá que ainda hoje estão os senhores que ditam as regras do desporto. Quantos de nós já imaginaram uma reunião de velhos barrigudos que talvez já nem vejam futebol e que rejeitam as novas tecnologias porque nem sabem como funcionam? Isto são suposições. Em tempos, há quase um século, o futebol em Inglaterra foi o oposto destes senhores barrigudos. Com o início da I Guerra Mundial, em 1914, um grupo de mulheres entrou numa fábrica de Preston – a Dick, Kerr’s & Co. – para ajudar a fabricar munições. O trabalho estava acima de tudo, mas a guerra roubava o ânimo aos funcionários. Um dia alguém se lembrou de uma forma de animá-los: “Que tal se jogássemos futebol?”

Dito e feito. De um lado estavam os homens, do outro as mulheres. Alfred Frankland, funcionário da fábrica, assistiu à vitória feminina através da janela do escritório. E também ele teve uma ideia: encher Deepdale, o estádio de Preston, com um jogo de senhoras. No dia de Natal de 1917, as Dick, Kerr’s Ladies golearam a Arundel Coulthard Factory por 4-0. Três anos depois, no boxing day, levaram 53 mil adeptos a Goodison Park, em Liverpool, para um encontro com as St. Helen’s Ladies. Tudo isto servia para angariar fundos para iniciativas de solidariedade. Ao todo juntaram 70 mil libras, que hoje significaria uma verba a rondar os 20 milhões de euros.

Chegava a haver mais adeptos nos jogos das mulheres do que nos dos homens. Mas em 1921 a federação inglesa baniu o futebol feminino, por não ser uma actividade apropriada para as senhoras. A proibição arrastou-se por 50 anos. “Foi um choque. Só podia ser inveja. Éramos mais populares do que os homens”, contava Alice Barlow, jogadora das Dick, Kerr’s Ladies, à BBC, em 2005.

De batalha em batalha, o Mundial-2011 deu-lhes outra dimensão. A final, entre o Japão e os Estados Unidos, teve de tudo o que se pode pedir num jogo: golos, suspense, até penáltis. As japonesas venceram e o futebol feminino bateu um recorde. Ao mesmo tempo eram enviadas 7196 mensagens por segundo no Twitter.





 

Pub

Pub

Pub

Pub

Pub













X
Introduza o seu endereço de e-mail.
Introduza a senha associada ao seu endereço de e-mail.
  • Sign in with Twitter
A carregar