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Por Jornal i
publicado em 6 Mar 2012 - 22:30
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Maxi Pereira. O Soldadinho de Chumbo é ouro na Luz
O Zenit entrou com a mentalidade defensiva que tinha vingado no Dragão mas desta vez fracassou. O incansável Maxi Pereira voltou a marcar aos russos e Nélson Oliveira confirmou o apuramento antes do apito final (2-0)

Há jogadores especiais. Jogadores que não se aplicam aos lugares-comuns do futebol, que viram as costas à teoria da rotatividade e do cansaço de jogar a meio da semana. Há ainda aqueles que acham que as férias são para meninos. O uruguaio Maxi Pereira é um deles. O Verão não existiu. É certo que teve calor e suou mas não foi nas praias paradisíacas do mundo, mas sim nos relvados argentinos durante a Copa América conquistada pelo Uruguai.


Oito meses depois, Maxi Pereira não dá sinal de fraqueza e continua a ser um jogador fundamental no Benfica de Jorge Jesus. O uruguaio já tinha marcado o golo inaugural na Rússia e ontem, na Luz, voltou a abrir o marcador com um golo que deixou o Benfica em vantagem no marcador. Aliás, o jogo com o Zenit foi o oitavo consecutivo na Liga dos Campeões em que os encarnados entraram a ganhar. Ontem não foi diferente mas também não foi fácil.


O Zenit é da Rússia mas tem mais disciplina táctica do que algumas das melhores equipas italianas. A culpa é de Spaletti. A mentalidade em Lisboa foi a mesma que em Dezembro segurou um nulo no Dragão e ajudou a afastar o FC Porto dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. O Benfica sabia com o que podia contar e tentou jogar com as vantagens, desde a capacidade técnica ao ritmo imposto. Sem Garay, Jardel fez um jogo irrepreensível. Sem Aimar, Rodrigo fez o que podia. Com Nolito no banco, Bruno César apareceu com vontade de ser o herói do jogo.


O Benfica entrou a mandar. Gaitán quis apagar a má imagem deixada no clássico e Rodrigo procurou explorar em velocidade os espaços deixados entre os centrais e os laterais. Mas o ouro, como se costuma dizer, estava no flanco direito. Bruno César fez brilhar Malafeev mas a partir daí percebeu que o melhor que tinha a fazer era abrir espaço para Maxi Pereira. Esse mesmo, o Soldadinho de Chumbo que vale ouro neste Benfica. Sem adversário directo, o uruguaio tinha um convite para subir no terreno e não se fez rogado.





 

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