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Por Jornal i
publicado em 7 Mar 2012 - 20:12
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Maxi Pereira. Um campeão sul-americano à conquista da Europa

Muslera é guarda-redes do Galatasaray, mas nunca mais se ouve falar dele depois de defender a baliza do Uruguai na Copa América. Lugano é o central do Paris SG, mas nunca mais se ouve falar dele depois de capitanear o Uruguai na Copa América. Forlán é o avançado do Inter, mas nunca mais se ouve falar dele depois de decidir a final da Copa América a favor do Uruguai com dois golos ao Paraguai. Mas afinal digam-nos lá o nome de um uruguaio que continue a fazer boa figura na Europa depois de conquistar a América do Sul em Julho do ano passado?

A resposta é simples e está mais perto de si do que imagina. Chama-se Maxi Pereira. O lateral fala a língua de Octávio Machado – trabalho, trabalho, trabalho – e é uma fonte inesgotável de energia. É campeão sul-americano pelo Uruguai na tarde de 24 de Julho e voa para Montevideo para participar na festa do título. Passa um dia, dois... e decide voltar a jogar futebol. Pelo Benfica, com o Trabzonspor, para a primeira mão da 3.a pré-eliminatória da Liga dos Campeões. De Montevideo a Lisboa (não) é um tirinho. É uma viagem de 11 horas.

E então? Maxi aterra na Portela na manhã do dia 27, todo sorridente, e vai para a Luz, onde entra a 27 minutos do fim, a tempo de participar na vitória por 2-0. Começa aqui a odisseia do Benfica na Europa (12 jogos, seis vitórias, cinco empates e uma derrota). E também a de Maxi nas Eurotaças (11 jogos, porque falha a recepção ao Otelul Galati, quando o feliz destino do Benfica nos oitavos--de-final já está mais que traçado).

Como se isso fosse pouco, Maxi é o homem de quem se fala. É verdade que Nélson Oliveira marca o 2-0 e é o primeiro português de um clube nacional a marcar depois de Fábio Coentrão em Novembro de 2010 (4-3 vs. Lyon, na Luz), mas o fenómeno Maxi é o mais relevante na noite da qualificação do Benfica para os quartos-de-final. À conta do seu golo (1-0, após brilhante toque de calcanhar de Witsel), não só o Benfica se coloca à frente na eliminatória como o uruguaio volta a marcar ao Zenit depois de o ter feito em Sampetersburgo, na primeira mão.





 

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