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Por Pedro Miguel Neves
publicado em 5 Out 2013 - 05:00
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Lúcio Antunes. "Desde Março que trabalho sem contrato, sem salário.É amor a Cabo Verde"
O técnico e controlador aéreo levou os Tubarões Azuis à primeira CAN e esteve perto de chegar ao Mundial do Brasil. E agora, Cabo Verde?

Depois dos quartos-de-final na Taça das Nações Africanas (CAN), a selecção cabo-verdiana continuou a surpreender e esteve perto do playoff de acesso ao Mundial-2014. Porém, a FIFA excluiu os africanos devido à utilização irregular de um jogador contra a Tunísia. Cabo Verde não se conforma e vai recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto. Enquanto não há uma decisão definitiva, o i falou com Lúcio Antunes para fazer um balanço dos três anos à frente dos Tubarões Azuis (num projecto iniciado pelo actual técnico do Gil Vicente, João de Deus). O treinador de 47 anos, que ficou conhecido como o "Special One crioulo", já regressou ao seu trabalho de controlador aéreo enquanto espera que a FIFA o deixe sonhar com uma presença no Mundial do Brasil.

Como foi recebida a decisão da FIFA em excluir Cabo Verde do apuramento?

O processo está em curso e ainda temos esperanças portanto não gostaria de adiantar muito sobre isso. A tristeza é grande, foi doloroso para todos nós, federação, equipa técnica, jogadores e, claro, toda a nação. Mas ainda há um recurso, temos de aguardar o que o futuro nos reserva.

Foi um longo caminho, desde o início do projecto (2008) com João de Deus. Basta pensar que há alguns anos muitos cabo-verdianos torciam por outras selecções.

Antigamente os cabo-verdianos não estavam habituados a ver a sua selecção participar em grandes competições, a qualificar-se para o CAN, é claro que muitos andavam desligados. No fundo todos temos o bichinho do futebol e gostamos de Cabo Verde, mas infelizmente há alguns anos a selecção não tinha possibilidade de ir a grandes competições. Com a reestruturação e o trabalho que temos vindo a fazer - há o projecto "Cabo Verde 2008-2014", brilhantemente iniciado pelo João de Deus -, isso deu algum impulso para estarmos onde estamos.

Agora sente essa ligação mais forte com o povo, as pessoas falam consigo na rua?

Sinto uma grande ligação ao povo cabo-verdiano. Joguei em todas as ilhas de Cabo Verde, além de futebol fui internacional de ténis de mesa e basquetebol, portanto a minha empatia com o povo foi sempre grande.





 

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